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Alcântara: Falta de sinalização no viaduto prejudica negócios nas Docas

A falta de sinalização para o caminho alternativo ao viaduto de Alcântara, em Lisboa, provocou uma queda de clientela nas Docas de Santo Amaro na "ordem dos 50%", tendo sido mais notório na Páscoa, que foi "lastimável".

Alcântara: Falta de sinalização no viaduto prejudica negócios nas Docas
Notícias ao Minuto

16:20 - 21/04/17 por Lusa

País Cliente

"O caminho alternativo, que é a Infante Santo, não está devidamente sinalizado e na primeira semana houve uma queda brutal [de clientes], na ordem dos 50%", disse à Lusa um vogal da direção da Associação de Concessionários das Docas de Santo Amaro, Bernardo Alves.

O viaduto, que liga a Avenida de Ceuta às Docas, está encerrado no sentido norte-sul desde o final de março devido ao desvio de um pilar da estrutura e a reabertura está prevista para maio.

Segundo o responsável, não existem indicações que direcionem os condutores para um caminho alternativo de ligação às Docas: "devia ter setas amarelas a dizer desvio para desviar as pessoas para a Infante Santo. Não há nenhuma indicação. Chegam lá, tem umas fitas, fechado, ponto".

A Câmara de Lisboa "não promoveu caminhos alternativos nem qualquer informação sobre eles" e comunicou uma semana após o incidente que já estava retomada a normalidade, o que "não é verdade", uma vez que a estrada está fechada, afirmou.

Para Bernardo Alves, esta queda de clientela melhorou após uma semana, mas apenas porque os estabelecimentos comerciais das Docas divulgaram nas suas redes sociais as opções alternativas ao viaduto.

A chegada do bom tempo terá também atraído clientes que, considera o responsável, "como o tempo está muito bom, procuram qualquer forma de lá ir ter."

"Isto não foi tão mau porque tivemos a vantagem de ter um mês de abril invulgarmente bom, porque se fosse uma primavera normal aquilo que se sentiu nos primeiros dez dias, que foi uma quebra quase de 50%, ter-se-ia mantido mais tempo".

A Páscoa voltou a fazer sentir esta queda de clientes, uma vez que os estrangeiros, na sua maioria espanhóis, "metem no GPS" o caminho e quando se deparam com o viaduto fechado, por não conhecerem alternativas, já não vão para as Docas.

Além de uma cadeia de restaurantes nas Docas, o responsável tem também outros estabelecimentos distribuídos pela cidade e fora dela que tiveram "subidas acentuadas este mês e muito acentuadas na Páscoa", em relação ao ano passado, com a chegada dos estrangeiros.

No entanto, nas Docas essa subida não se verificou.

"A Páscoa foi para nós, para o número de estrangeiros que estamos habituados a ter [nas Docas], lastimável, uma porcaria", sublinhou Bernardo Alves.

A Associação fez "inúmeros e-mails e cartas" para a Câmara e recebeu resposta duas semanas após o incidente com a informação de que o viaduto estaria "fechado até maio", mas sem indicação de que seriam "promovidas ações indicadoras de circuitos alternativos."

"Este viaduto já teve grandes obras e teve sempre circuitos alternativos marcados, como é óbvio. Não percebo porque é que desta vez ninguém ligou nenhuma", referiu.

O responsável acrescentou ainda que lamenta que a Câmara "esteja a tratar mal" as Docas porque "estão na administração do porto de Lisboa e não estão na [alçada da] Câmara".

A Lusa contactou a Câmara de Lisboa para obter mais esclarecimentos, mas até ao momento não foi possível.

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