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Os 50 anos do 25 de Abril vistos lá fora. "Um país aberto ao mundo"

Publicações de todo o mundo destacaram a Revolução dos Cravos, trazendo testemunhos de pessoas que estiveram nas celebrações desta quinta-feira (e também que viveram em ditadura), assim como o panorama português atualmente. Capas de jornais da cobertura internacional na altura também foram destacadas.

Os 50 anos do 25 de Abril vistos lá fora. "Um país aberto ao mundo"
Notícias ao Minuto

20:39 - 25/04/24 por Notícias ao Minuto

Mundo 25 de Abril

Os 50 anos do 25 de Abril comemoram-se esta quinta-feira em Portugal, com milhares de pessoas a 'inundar' a Avenida da Liberdade, em Lisboa, mas também marcar presença noutros locais do territórios, mas também é destaque lá fora.

A imprensa estrangeira escolheu contar a história da Revolução dos Cravos, dando destaque, por exemplo, a Celeste Caeiro, a mulher responsável pela distribuição destas flores no dia da operação. Uma imagem deste mulher, que vai fazer 91 anos no próximo dia 2, é destacada na Associated Press (AP), que escreve: "Portugal marca o 50.º aniversário da Revolução dos Cravos que trouxe a democracia".

Sublinhando a multidão que esteve presente nas celebrações da capital portuguesa,  a AP falou também com um dos presentes na revolução de 1974, Paulo Simões. À agência, o homem, de 71 anos, afirmou que vivia agora "com o sentimento de dever cumprido".

"Tenho dois filhos. tentei incutir-lhes as ideias de liberdade, democracia, verdade, honestidade e consegui", afirmou.

A agência falou ainda com Maria Monteiro, mulher de um dos soldados que fez parte da Revolução, e que confessou que se sentia "muito emocionado pela liberdade conquistada", salientando que agora se tem de saber como "defender" esta liberdade.

Já a publicação The Guardian traz a história da Revolução, assim como imagens da cobertura feita na altura pela imprensa britânica. A publicação falou ainda com Tiago Silva, um engenheiro do Porto com 39 anos, que se descreveu como "um produto da revolução", já que foi o primeiro da família a terminar um mestrado, e que conseguiu aproveitar as "oportunidades que eram escassas antes do 25 de Abril". O homem falou ainda da família, e dos tios que foram obrigados a lutar nas guerras coloniais, e falou ainda do Portugal de hoje, que enfrenta dificuldades. "Mas antes da Revolução, tinha a ideia de um país que estava muito atrás do resto da Europa. O que vejo agora é um país aberto ao mundo", defendeu.

Notícias ao Minuto [Capa 26 de abril 1974]© The Guardian/ Site  

Também a imprensa espanhola falou na Revolução dos Cravos, destacando que 65% dos portugueses consideravam que esta Revolução é a data mais importante do país. Cinquenta anos volvidos, o panorama atual serviu de tiro de partida para a peça do El País, já que destacam o Chega e o aumento de deputados. "Por cada ano de Democracia portuguesa há um deputado de Extrema-Direita na Assembleia da República", começa por escrever o jornal espanhol.

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