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Mortágua defende que Portugal deve fazer "debate" sobre passado colonial

O BE considerou hoje importante que Portugal, tal como acontece noutros países, faça um debate sobre o seu passado colonial e rejeitou a narrativa da direita que "culpa a democracia por tudo o que de mal aconteceu".

Mortágua defende que Portugal deve fazer "debate" sobre passado colonial
Notícias ao Minuto

15:43 - 25/04/24 por Lusa

Política 25 Abril

No final da sessão solene dos 50 anos do 25 de Abril, a coordenadora do BE, Mariana Mortágua, destacou do discurso de Marcelo Revelo de Sousa e da sua "visão enquanto parlamentar, académico e Presidente da República" a homenagem aos capitães de Abril, o facto de a democracia se fazer com várias vozes e protagonistas e o facto desta se construir todos os dias.

Questionada sobre as declarações, conhecidas na véspera, nas quais Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu responsabilidades de Portugal por crimes cometidos durante a era colonial e sugeriu o pagamento de reparações pelos erros do passado, a líder do BE defendeu que "uma democracia a sério, verdadeira, inteira, moderna, que se fez de uma revolução, não tem medo de repensar a sua história, de discutir a sua história, de questionar os traumas do passado".

"É nesse momento, quando a sociedade for capaz de fazer estes debates difíceis - e nós sabemos que são difíceis pela polémica que esta proposta gerou - é nesse momento que a democracia se afirma como ela é", apontou.

Para Mortágua, é preciso abrir em Portugal um debate que está a ser feito em muitos países, ou seja, "sobre arte, sobre cultura, sobre apropriação de objetos de outros países e de outros povos que entretanto ganharam autonomia e independência".

"Considero que esse é um debate importante. Vem tarde em relação a outros países democráticos que estão a fazer esse debate com o seu passado, mas é bem-vindo", defendeu.

A líder do BE considerou que "Portugal deve discutir o seu passado e perceber como ele aconteceu", sendo necessário reconhecer que "há coisas que podem ser feitas" e que nos museus e na história há uma parte que "pertence a outros povos, a outras nações e não há mal nenhum em discutir isso".

"Há uma direita que culpa a democracia por tudo o que de mal aconteceu e nós devemos rejeitar essa narrativa. A democracia é responsável por tudo o que nos aconteceu de bom", disse ainda.

Segundo Mortágua, é preciso rejeitar quem diz que "a culpa da corrupção, das promessas não cumpridas, da desilusão é da democracia".

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