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Capital Airlines realiza voos de repatriamento entre Portugal e China

A Beijing Capital Airlines vai realizar dois voos de repatriamento entre Portugal e a China, numa altura em que a redução dos voos intercontinentais impossibilitou o regresso a casa de cidadãos de ambos os países.

Capital Airlines realiza voos de repatriamento entre Portugal e China
Notícias ao Minuto

16:33 - 18/06/20 por Lusa

País Repatriamento

A companhia aérea chinesa vai voar entre Xi'an, no noroeste da China, e Lisboa, nos dias 20 e 27 de junho, revelou fonte da empresa à agência Lusa.

"Passageiros chineses poderão regressar à China e passageiros detentores do passaporte português poderão embarcar em Xi'an com destino a Portugal, bem como passageiros de outra nacionalidade na União Europeia que façam escala em Lisboa para o seu país", explicou a mesma fonte.

A Beijing Capital Airlines retomou, no final de agosto passado, o voo entre Portugal e a China, mas as autoridades chinesas reduziram as ligações aéreas com o exterior, no final de março, à medida que o novo coronavírus se alastrou pelo mundo.

O país asiático, onde a covid-19 surgiu em dezembro, foi o primeiro a conter o surto, pelo que passou a temer uma ressurgência devido aos casos oriundos do exterior, sobretudo chineses que tentam regressar ao país.

A decisão impediu assim centenas de milhares de chineses de regressarem à China.

Os dois voos entre Lisboa e Xi'an estão por isso cheios, já que terão de transportar os passageiros cujas viagens estão pendentes desde março passado, mas ainda há lugares livres no sentido contrário, segundo a companhia aérea.

A partir de 01 de julho, a companhia aérea chinesa poderá recuperar a ligação aérea, com a frequência de um voo por semana, dependendo se há acordo entre os estados membros da União Europeia para reabertura gradual das fronteiras externas, a partir de 1 julho.

Os passageiros serão sujeitos a medição de temperatura e serão impedidos de embarcar casos revelem sintomas de infeção pela doença.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 449 mil mortos e infetou mais de 8,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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