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"Desde Pedrógão que a senhora ministra só revela falta de brio"

No seu espaço de comentário na SIC Notícias, Miguel Sousa Tavares criticou a atuação do Governo durante os incêndios.

"Desde Pedrógão que a senhora ministra só revela falta de brio"
Notícias ao Minuto

21:56 - 16/10/17 por Notícias Ao Minuto

Política Sousa Tavares

O escritor e comentador Miguel Sousa Tavares fez uso do seu espaço na SIC Notícias para deixar críticas ao Governo. “A questão que se põe aqui não é se o relatório [de Pedrógão] tem de ser aplicado, é evidente que tem, é se este Governo tem a capacidade de o aplicar e a vontade política de o aplicar. E é isso que eu acho que deve ser posto em causa”, disse.

Somos um Estado falhado”, afirmou Sousa Tavares, reforçando que “um Estado falhado é aquele que é incapaz de defender a vida dos seus cidadãos”, referindo-se ao estado do país entre os incêndios de Pedrógão e os que lavram agora no país.

Referindo-se ao número de reuniões realizadas entre o Governo e os partidos parceiros, PCP e Bloco de Esquerda, Sousa Tavares afirmou que “90% foram para discutir benefícios para os funcionários públicos” e questiona “quantas tiveram para discutir os incêndios?”.

Estiveram na posição cómoda de estar à espera do relatório e até lá não fazer nada, quando eles já sabiam, não era preciso relatório, que a cadeia de comando tinha falhado, bastava olhar para as imagens”, acusou, insistindo na explicação do que é que o Governo fez concretamente em quatro meses para impedir outra situação como a de Pedrógão.

Quanto à demissão da ministra da Administração Interna, Sousa Tavares frisou que há sempre “precipitação para encontrar responsáveis políticos”, mas lembrou que as populações também têm responsabilidades no que toca à prevenção de incêndios. Ainda assim, a demissão da ministra é “uma não questão” e explicou porquê.

Desde Pedrógão cada dia e cada hora que a senhora se mantém em funções só revela a sua falta de brio e de sentido de Estado”, sustentou, acusando os membros e o Governo de terem falta de vontade política para fazer reformas florestais, de “estarem completamente à toa” e de serem incapazes de hierarquizar.

Miguel Sousa Tavares terminou o seu habitual comentário dizendo que o primeiro-ministro devia, na mensagem desta noite, ter feito um pedido de desculpas: “Acho que ele [António Costa] devia um pedido de desculpas ao país”.

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