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Eleições/Madeira. CDS-PP defende aumento dos apoios aos clubes de futebol

O cabeça de lista do CDS-PP às eleições antecipadas de domingo na Madeira, José Manuel Rodrigues, defendeu hoje o aumento dos apoios do Governo Regional ao futebol, vincando que o desporto é uma "forma de afirmar a Madeira".

Eleições/Madeira. CDS-PP defende aumento dos apoios aos clubes de futebol
Notícias ao Minuto

16:49 - 20/05/24 por Lusa

Política Madeira

"Os clubes [de futebol], designadamente o Marítimo e o Nacional, estão a receber verbas inferiores às que recebiam há 30 anos, quer estejam na I Liga, quer estejam na II Liga", disse, para depois explicar: "Ora, os custos, todos os custos, subiram. Não faz sentido que tenham descido as subvenções e que nem sequer tivessem sido atualizadas ao valor da inflação anual".

José Manuel Rodrigues falava aos jornalistas junto à Cidade Desportiva do Clube Desportivo Nacional, no Funchal, onde a candidatura do CDS-PP esteve hoje reunida com a direção para abordar questões relacionadas com o desporto na região autónoma.

Antes, os candidatos centristas tinham-se reunido com a direção do Club Sport Marítimo para tratar do mesmo assunto.

"O CDS defende uma revisão do plano de apoios ao desporto na Região Autónoma da Madeira", declarou o cabeça de lista centrista, que felicitou o Nacional pela subida à I Liga Portuguesa de Futebol e deixou uma "palavra de alento" ao Marítimo, que permanece na II Liga.

José Manuel Rodrigues, também presidente da Assembleia Legislativa regional, disse que esta proposta visa manter os clubes no "primeiro plano do futebol profissional", sublinhando que "esta é uma questão que tem a ver com a governação regional".

O Governo madeirense canaliza anualmente 12,5 milhões de euros para o desporto profissional, cabendo 875 mil euros ao Nacional e igual montante ao Marítimo, como clubes da II Liga, verba que aumenta para 1,750 milhões de euros por clube em caso de subida à I Liga.

"Com estas verbas, o Nacional vai estar no sobe e desce e o Marítimo também vai lutar para não descer de escalão", considerou José Manuel Rodrigues, alertando que o desporto profissional da Madeira tem vindo a enfraquecer, não só no futebol, mas noutras modalidades.

Segundo o também líder regional do CDS-PP, "se houvesse a correção monetária dos valores que os clubes recebiam há 30 anos, falávamos de uma verba à volta de 3 milhões de euros [por clube na I Liga]".

O cabeça de lista do CDS-PP reiterou, por outro lado, que o partido na Madeira foi competente na oposição e no Governo, vincando que o facto de ser a única força regional com experiência nos dois lados lhe garante "capital acumulado".

"Por isso, podemos dizer que o voto no CDS é um voto seguro", declarou, reafirmando que "não vai dar a mão ao PSD depois das eleições" e que "não fará coligação de governo com nenhum partido".

Porém, admite "entendimentos parlamentares para viabilizar governos, aprovar orçamentos e depois discutir medida a medida as políticas públicas da região".

As legislativas de domingo na Madeira decorrem com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo eleitoral único: ADN, BE, PS, Livre, IL, RIR, CDU (PCP/PEV), Chega, CDS-PP, MPT, PSD, PAN, PTP e JPP.

As eleições antecipadas ocorrem oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção.

Em setembro de 2023, a coligação PSD/CDS venceu sem maioria absoluta e elegeu 23 deputados. O PS conseguiu 11, o JPP cinco, o Chega quatro, enquanto a CDU, a IL, o PAN (que assinou um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas) e o BE obtiveram um mandato cada.

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