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Nova estratégia do BAD tem de ser orientada para os países mais pobres

A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, disse hoje que Portugal apoia o aumento de capital do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), mas defendeu a necessidade de ajudar mais os países de menor rendimento.

Nova estratégia do BAD tem de ser orientada para os países mais pobres
Notícias ao Minuto

12:56 - 25/05/18 por Lusa

Política Teresa Ribeiro

"No diálogo de governadores do BAD, dei o apoio de Portugal à estratégia do BAD e às suas prioridades, mas também chamei a atenção para a necessidade de o banco, agora que vai iniciar o processo que conduzirá ao aumento de capital, fazê-lo de forma coordenada e olhando quer para a parte do banco propriamente dito, quer para o Fundo Africano de Desenvolvimento, que deve ser mais orientado para os países de menor rendimento", disse Teresa Ribeiro.

Em entrevista à Lusa no final da participação nos Encontros Anuais do BAD, que terminam hoje em Busan, na Coreia do Sul, a governante disse que "se é hoje verdade que os países são completamente interdependentes, se eu tenho um bom grau de desenvolvimento e o meu vizinho tem uma situação de vulnerabilidade política, então apesar do meu desenvolvimento eu vou ter dificuldades".

Para Teresa Ribeiro, o BAD deve "olhar para África de forma harmoniosa e tentar que quer o instrumento preparado para intervir em países com menos vulnerabilidade, quer o mais orientado para uma intervenção nos países de rendimentos mais baixos, sejamequilibrados e cumprir a sua função e deste modo assegurar maior coesão e integração no continente africano".

Isso, acrescentou, "também nos interessa na perspetiva de que temos como parceiros os países lusófonos africanos e que alguns deles estão numa situação de maior vulnerabilidade, portanto fazemo-lo tendo em conta a situação particular dos nossos parceiros privilegiados".

Entre as reuniões e encontros bilaterais que manteve em Busan esta semana, Teresa Ribeiro destacou a vontade de aumentar o envolvimento com a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), o ramo do Banco Mundial para o financiamento do desenvolvimento económico pelo setor privado.

"Foram dados passos importantes, designadamente com o IFC, com quem nós queremos ter uma relação não apenas mais regular, mas mais forte nos países africanos lusófonos", disse.

Os Encontros Anuais do BAD, em Busan, mostraram também uma alteração no posicionamento das instituições financeiras multilaterais, que estão agora mais disponíveis para trabalhar em conjunto no financiamento ao desenvolvimento económico africano, disse a governante.

"As multilaterais financeiras tinham tendência a ter uma lógica muito competitiva entre elas, e o que noto nesta reunião é que há uma mudança assinalável; percebem que têm de ser muito mais convergentes naquilo que fazem e ter uma articulação no terreno, que era algo mais difícil de encontrar há uns tempos atrás", explicou Teresa Ribeiro.

Questionada sobre a razão para este mudança, a governante respondeu que resulta da "grande urgência de fazer as reformas e absoluta compreensão e reconhecimento de que os esforços têm de estar todos concentrados, articulados e harmonizados".

A reunião dos governadores do BAD termina hoje na Coreia do Sul e tem como tema oficial 'Acelerando a Industrialização de África', e decorre num contexto de crescimento fraco no continente e de dívida pública excessiva.

Os Encontros Anuais são uma das maiores reuniões económicas sobre o continente africano, juntando chefes de Estado, acionistas de referência no setor público e privado, governadores dos 80 bancos centrais que são acionistas do BAD e académicos e parceiros para o desenvolvimento.

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