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Angola envia carta a embaixadores da CPLP sobre acusação a Manuel Vicente

O ministro das Relações Exteriores de Angola enviou uma carta a todos os embaixadores da CPLP sobre a acusação de Manuel Vicente, antigo vice-presidente angolano, no âmbito da Operação Fizz.

Angola envia carta a embaixadores da CPLP sobre acusação a Manuel Vicente
Notícias ao Minuto

16:29 - 07/02/18 por Filipa Matias Pereira com Lusa 

País Operação Fizz

O Ministério das Relações Exteriores de Angola enviou uma carta a todos os embaixadores da CPLP sobre a acusação de Manuel Vicente, antigo vice-presidente angolano e um dos principais visados da Operação Fizz, avança a RTP Informação. 

Fonte ligada ao processo avançou à Lusa que a carta tem a ver com a posição de Angola sobre o caso judicial ligado ao ex-vice-Presidente angolano, Manuel Vicente, que decorre em Portugal, e foi igualmente entregue aos embaixadores dos Estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Questionado por jornalistas à saída de uma audiência no Ministério das Relações Exteriores de Angola, o embaixador de Portugal em Luanda, João Caetano da Silva, não quis prestar declarações.

Manuel Vicente, recorde-se, que à data dos factos era presidente da Sonangol, é acusado de ter corrompido Orlando Figueira para que o então procurador do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) arquivasse dois inquéritos, um deles o caso Portmill, relacionado com a aquisição de um imóvel de luxo no Estoril.

Manuel Vicente está acusado, por isso, de corrupção ativa em coautoria com os arguidos Paulo Blanco e Armindo Pires, branqueamento de capitais em coautoria com Paulo Blanco, Armindo Pires e Orlando Figueira e falsificação de documento com os mesmos arguidos.

Devido à Operação Fizz, as relações políticas e diplomáticas entre Portugal e Angola já conheceram melhores dias. A ligação quase umbilical entre os dois países pode ter um fim à vista, já que o presidente angolano, João Lourenço, classificou a atitude da justiça portuguesa como “uma ofensa” para Angola e avisou que as relações com Portugal vão “depender muito” da resolução do caso em torno do ex-vice-presidente. 

O julgamento arrancou no dia 22 de janeiro. Nesse mesmo dia, a procuradora do Ministério Público Leonor Machado pediu a separação do processo do ex-vice-Presidente de Angola, pedido a que o coletivo de juízes acedeu.

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