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"Uma atriz, ao subir ao quarto de Weinstein, põe-se a jeito"

“Está na moda fazer denúncias de assédio sexual. Fica-se com a ideia que Hollywood é um antro de assédio sexual”, afirma Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores.

"Uma atriz, ao subir ao quarto de Weinstein, põe-se a jeito"
Notícias ao Minuto

21:00 - 20/11/17 por Notícias Ao Minuto

País Joaquim Jorge

Joaquim Jorge considera “imprópria e altamente reprovável” a conduta de Harvey Weinstein e de atores como Kevin Spacey, em relação aos quais vieram a público alegações de assédio sexual. Porém, admite não deixar de ver os filmes por estes realizados ou interpretados como consequência das suspeitas de que são alvo.

Desculpem, eu não vou deixar de ver e rever filmes protagonizados por Kevin Spacey, em que aprecio as suas interpretações, como é o caso da série 'House of Cards'. Ao mesmo tempo que se faça justiça, procuro separar as coisas”, afirmou o fundador do Clube dos Pensadores.

Joaquim Jorge admite condenar “veementemente que as celebridades tenham atenuantes ou agravamentos por faltas cometidas” e rejeita que possam ter um “estatuto especial”. Porém, considera que “ser-se noticia na comunicação social desperta um curioso rancor e ressentimento que pode levar certos juízes e polícias a querer humilhar e castigar [figuras públicas] com mais dureza do que ao comum dos cidadãos”.

“Kevin Spacey, por ter um talento excecional para representar, deve ser acusado e saber-se se foi culpado. Todavia deve poder prosseguir com a sua carreira de ator”, afirmou, convicto de que “Weinstein era um homem muito poderoso e vivia num meio em que abundam mulheres muito bonitas”.

“Não fico admirado”, prossegue o biólogo, “que tenha incorrido numa das maiores vilezas que se pode cometer: valer-se da posição de domínio para obter favores sexuais pela força ou chantagem. O que me mete confusão é a série de denúncias a seguir à primeira. Está na moda fazer denúncias de assédio sexual. Fica-se com a ideia que Hollywood é um antro de assédio sexual”.

O fundador do Clube dos Pensadores questionou ainda, num artigo de opinião: “Porque é que as vítimas estiveram caladas tantos anos? Porque é que os seus amigos, sabendo desta situação, não os denunciaram?”.

Dando o exemplo do ministro britânico Michael Fallon, que “tocou num joelho de uma jornalista faz 15 anos”, e de Dustin Hoffman “acusado de assédio por pedir uma massagem aos pés”, Joaquim Jorge pergunta se “não será melhor estabelecer um código de conduta entre homens e mulheres, homens e homens e mulheres e mulheres?” e adverte que “esse código de conduta deve ter várias cláusulas”.

“Respeito muito as mulheres, até pela sua debilidade física frente a um homem, e sou contra qualquer tipo de discriminação ou marginalização. Há quem diga que um homem vai até onde uma mulher o deixa ir. Uma atriz, ao subir ao quarto do seu produtor Weinstein, põem-se a jeito. Ao autorizar que lhe ponham as mãos nas pernas, aceitar um beijo ou uma carícia, está a dar sinais de possível aproximação”, afirmou, rematando: “A sedução não é crime: um olhar, uma aproximação, meter conversa, entre outros. Não entendo isso como assédio. Convém redefinir tudo isso. Daqui a pouco tudo é assédio sexual, porventura convidar uma mulher para sair ou mesmo, falar com uma mulher”.

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