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Lisboa. Zero pede avaliação de impacto ambiental para obras no aeroporto

A associação ambientalista Zero entende que as obras para criação de duas saídas rápidas no aeroporto de Lisboa requeriam uma avaliação de impacto ambiental que não ocorreu, mas congratula-se com o encerramento do aeroporto em parte do período noturno.

Lisboa. Zero pede avaliação de impacto ambiental para obras no aeroporto

A ANA - Aeroportos de Portugal anunciou hoje que começam em janeiro obras para a criação de duas saídas rápidas de pista no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, que implica o encerramento da infraestrutura entre as 23:30 e as 05:30 até junho.

Numa reação a este anúncio, a Zero entende tratar-se de uma "boa notícia estragada por um erro inadmissível".

Para os ambientalistas, a indicação do encerramento total do aeroporto naquele período da noite "mostra que é possível ajustar os movimentos e garantir o descanso da população próxima do aeroporto".

Contudo, a Zero alerta que o impedimento de voos durante parte da noite "irá certamente agravar o número de movimentos no restante período, com um agravamento do incómodo" nessas horas "e, tudo indica, sem respeitar os valores-limite legislados".

A Zero tem monitorizado o movimento e o nível de ruído no aeroporto de Lisboa. Segundo o comunicado hoje emitido, nas últimas sete madrugadas, da meia-noite às seis da manhã, o número real de movimentos foi 102, apesar de estarem previstos 74 movimentos, entre partidas e chegadas.

Nas contas dos ambientalistas, os 102 movimentos são 11 acima do total de 91 movimentos semanais permitidos.

A Zero tem defendido um período de descanso noturno de seis horas e o respeito pelos valores-limite de ruído legislados.

Quanto às obras anunciadas pela ANA, os ambientalistas entendem que a construção de saídas rápidas aumenta o número possível de movimentos e requer, por isso, avaliação de impacto ambiental.

"É um ato que não deveria acontecer sem avaliação de impacto ambiental, dado o aumento de movimentos que potencia, com consequências ambientais que deveriam ser devidamente avaliadas", indica a nota da Zero.

Para a associação, a construção de duas saídas rápidas requeria pelo menos um pronunciamento por parte da Agência Portuguesa do Ambiente sobre a necessidade de um estudo de impacto ambiental.

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