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"Sérgio Moro tem de voltar à escola para aprender Direito outra vez"

O ex-magistrado e atual ministro da Justiça brasileiro deu que falar em Portugal na última semana e, esta segunda-feira, foi alvo de comentário por parte de Miguel Sousa Tavares que o criticou, dizendo que o processo judicial que culminou com a condenação de Lula da Silva foi “político” pois “Moro tinha interesse em que Lula não se candidatasse”.

"Sérgio Moro tem de voltar à escola para aprender Direito outra vez"

Como é que alguém dirige uma investigação, dirige a fase de instrução, deduz a acusação, julga e condena?”, questiona Miguel Sousa Tavares instado a comentar o processo que envolve o ex-magistrado Sérgio Moro e o antigo Presidente do Brasil, Lula da Silva.

Após uma semana de troca de palavras menos simpáticas entre o agora ministro da Justiça brasileiro e o antigo primeiro-ministro português, José Sócrates, o comentador abordou o tema na antena da SIC, começando por estabelecer as diferenças entre o sistema judicial brasileiro e o português.

E nesta senda, critica o facto de Sérgio Moro ter sido o responsável pela investigação, julgamento e condenação de Lula da Silva, fazendo-o, contudo, com base apenas numa “delação premiada”.

Independentemente do que ele [Lula] tenha feito ou não, não há nenhuma prova direta contra ele. Não há um papel que diga que ele comprou o triplex que é acusado de ter recebido por corrupção, não há uma testemunha que diga que ele ou alguém da família dele dormiu lá, não há uma escuta telefónica, não há nada, só há a dilação premiada

Por isso, o comentador questiona “como é que Sérgio Moro sabe que alguém que está a frente dele a depor ao abrigo da delação premiada não está a mentir?”, considerando esta ferramenta do sistema judicial português um "testemunho comprado".

Mas as críticas ao ministro brasileiro não se ficam por aqui. O jornalista e escritor refere-se à nomeação de Moro para o governo como um “caso extraordinário de um juiz que manda um homem para a cadeia - impedindo-o de ser candidato às eleições presidenciais - e logo a seguir salta para o governo de Bolsonaro”.

[Sérgio Moro] dá toda a indicação de que o processo foi político e que ele tinha interesse em que Lula não se candidatasseEm relação à troca de galhardetes entre Moro e Sócrates, Sousa Tavares diz ser “absolutamente inaceitável” que um “governante estrangeiro se pronuncie sobre um caso que está a ser julgado no país que visita”, ao mesmo tempo que aconselha o juiz brasileiro a voltar a estudar.

“Quando um magistrado se refere a alguém, que ainda não foi julgado nem condenado, como criminoso, tem de voltar aos bancos da escola para aprender Direito outra vez”, remata.

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