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Rui Soares Ribeiro nomeado líder da Autoridade de Segurança Rodoviária

O Governo nomeou o investigador e professor universitário Rui Paulo Soares Ribeiro como presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, sucedendo a Jorge Jacob, no cargo desde 2013, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).

Rui Soares Ribeiro nomeado líder da Autoridade de Segurança Rodoviária

Em comunicado, o MAI indica que Rui Soares Ribeiro iniciará funções na segunda-feira, de acordo com o despacho de nomeação do secretário de Estado da Proteção Civil.

Neste cargo encontrava-se, desde 2013, Jorge Jacob, que tinha sido nomeado por Miguel Macedo, ministro da Administração Interna do Governo liderado pelo social-democrata Pedro Passos Coelho.

Doutorado em Ciências - Física da Radiação, pela Universidade de Coimbra, Rui Soares Ribeiro é professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e tem uma carreira de investigação ligada a instituições como o Laboratório Associado de Energia, Transportes e Aeronáutica, o Instituto de Engenharia e Gestão Industrial, ou a European Organization for Nuclear Research, de Genebra, na Suíça.

Jorge Jacob terminou o mandato de cinco anos em janeiro de 2018 e estava desde essa altura em regime de substituição.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, prometeu uma "intervenção de tolerância zero" face aos dados da sinistralidade rodoviária de 2018.

Dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) indicam que 513 pessoas morreram em acidentes rodoviários no ano passado, mais três do que em 2017, registando-se uma subida pelo segundo ano consecutivo do número de mortos.

"Não nos conformamos com estes resultados. A prioridade absoluta, identificadas as zonas de risco, será uma estratégia de tolerância zero e de acompanhamento político daquilo que é a atividade operacional relativamente a estas áreas de risco", disse Eduardo Cabrita na passada terça-feira.

Eduardo Cabrita precisou que 77% dos acidentes verificam-se dentro das localidades, 50% das vítimas mortais estão dentro das localidades e um número significativo corresponde a atropelamentos.

Neste sentido, sublinhou, a "prioridade absoluta será trabalhar município a município na identificação, mobilizando a intervenção das forças de segurança em articulação com as estruturas locais para que estes dados sejam infletidos em 2019".

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