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Vários equipamentos de segurança estão avariados em túnel de Lisboa

Inaugurado há 21 anos, o túnel João XXI funciona atualmente com várias falhas ao nível da segurança.

Vários equipamentos de segurança estão avariados em túnel de Lisboa
Notícias ao Minuto

23:28 - 22/10/18 por Patrícia Martins Carvalho 

País Polémica

Todos os dias são centenas e centenas os condutores que passam pelo túnel João XXI, localizado junto ao Campo Pequeno, em Lisboa, mas muito poucos o fazem conscientes da falta de segurança existente naquele local.

Uma reportagem da TVI revelou, esta segunda-feira, que os seis postos SOS colocados ao longo do túnel não funcionam, tal como acontece com os detetores de incêndio, os medidores de monóxido de carbono, os ventiladores, os detetores de inundação, as câmaras e os monitores.

Segundo o trabalho da jornalista da estação de televisão de Queluz, existe uma sala de controlo onde trabalham sete funcionários que se dividem por turnos, por forma a abranger as 24 horas do dia.

Porém, a ausência de monitores funcionais não ajuda ao trabalho destes funcionários que é também prejudicado pelo facto de a central de deteção de monóxido de carbono estar desligada.

Ouvido pela TVI, o presidente da Associação de Técnicos de Segurança e Proteção Civil explicou que esta é uma situação preocupante, pois o monóxido de carbono é um “gás perigoso para a saúde humana” que pode mesmo “provocar a morte”.

Mas o facto de a central de deteção de monóxido de carbono, tal como a de deteção de incêndios, não estar operacional cria “outros dois problemas”.

“Quando há um incêndio de uma ou duas viaturas, por exemplo, registam-se altas temperaturas e [as chamas e o fumo] retiram visibilidade”, acrescentou Ricardo Ribeiro.

Avariados estão também os medidores de direção e velocidade do vento o que pode ser um problema, pois são necessários para “determinar a velocidade do vento para saber como se há-de fazer a desenfumagem em caso de incêndio e para definir trajetos de evacuação no sentido contrário ao do vento”.

A jornalista da TVI contactou a EMEL, responsável pelo túnel, que, por sua vez, transmitiu a responsabilidade para a Câmara Municipal de Lisboa. Por email, a autarquia garantiu que “avalia regularmente os seus equipamentos e faz intervenções de rotina”, revelando em que em março foi feita “revisão e substituição dos carreteis e extintores”.

De referir que os relatórios enviados à EMEL pelos funcionários davam conta que, quando os extintores foram substituídos, estes já estavam fora do prazo de validade há dois anos.

A autarquia fez saber ainda que está previsto, para 2019, o “lançamento de uma empreitada de trabalhos” no túnel João XXI.

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