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Reino Unido pede a Trump "liderança" para ativar paz no Médio Oriente

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Boris Johnson, pediu hoje ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "liderança" para impulsionar o processo de paz no Médio Oriente, depois do reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital israelita.

Reino Unido pede a Trump "liderança" para ativar paz no Médio Oriente
Notícias ao Minuto

15:15 - 07/12/17 por Lusa

Mundo Jerusalém

Boris Johnson referiu que a decisão de Donald Trump, na quarta-feira, "não ajuda" ao processo de paz, porém sublinhou que os Estados Unidos continuam a ser "a potência" capaz de exercer influência na região.

O chefe da diplomacia do Reino Unido declarou que o mundo quer ver "anúncios sérios" dos Estados Unidos em relação ao processo de paz entre palestinianos e israelitas.

"Creio que isso é o que queremos todos ver. Se vamos ter uma mudança de embaixada dos Estados Unidos, então vamos ver um movimento no sentido de uma solução do processo de paz para o Médio Oriente. Os EUA são o poder predominante que agora pode mostrar liderança na resolução desta questão e espero ver algumas políticas dos EUA e alguns programas para unir as partes", acrescentou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros reafirmou que a posição do Governo liderado por Theresa May não mudou, defendendo que o estatuto de Jerusalém dever resultar de um acordo negociado entre Israel e Palestina.

"Creio que o reconhecimento prematuro de Jerusalém como capital de Israel e a mudança de embaixadas não ajuda ao contexto. É algo que queremos fazer, mas não pode ser feito até que haja progresso em direção a uma solução de dois estados (um israelita e um palestiniano)", frisou o governante.

Antes das declarações de Boris Johnson, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Alistair Burt, afirmou que a decisão de Trump cria "um défice de confiança" nas negociações de paz.

Na Câmara dos Comuns, Alistair Burt assinalou que outros Estados deverão ocupar o lugar dos Estados Unidos nessas negociações depois do anúncio de quarta-feira, a fim de assegurar que "as perspetivas da paz não diminuam".

"Os Estados Unidos continuarão a desempenhar um trabalho importante, mas não há dúvidas de que há um défice de confiança após anúncio e são outros Estados que devem preencher essa lacuna, para garantir que as perspetivas de paz não diminuam", acrescentou.

Trump quebrou o consenso internacional sobre Jerusalém, reconhecendo a cidade como a capital de Israel e ordenando que a embaixada dos Estados Unidos se transfira de Telavive, posição que fez disparar a tensão na região e comprometeu o papel de Washington como mediador de paz.

Com o anúncio de Donald Trump, os Estados Unidos tornaram-se o único país que reconhece Jerusalém como capital de Israel.

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