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Relatório oficial acusa Israel de falhas durante conflito de Gaza em 2014

Um relatório oficial publicado hoje acusa o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e altos responsáveis militares de terem falhado na preparação do exército face à ameaça "estratégica" dos túneis de guerra durante o conflito na Faixa de Gaza, em 2014.

Relatório oficial acusa Israel de falhas durante conflito de Gaza em 2014

"Os responsáveis políticos e militares e os serviços de inteligência foram informados da ameaça que representavam estes túneis [construídos e usados pelo movimento radical islâmico Hamas] e chegaram a qualificá-los como 'estratégica'. Ainda assim, as ações tomadas perante esta ameaça não corresponderam a esta definição", referiu o relatório da responsabilidade dos serviços que inspecionam a ação do Estado israelita.

"O primeiro-ministro, o antigo ministro da Defesa e o antigo chefe do Estado-Maior não garantiram que o exército tivesse planos operacionais para combater os túneis em zonas urbanas", acrescentou o relatório.

Mesmo antes da sua publicação, este relatório sobre o conflito na Faixa de Gaza entre julho e agosto de 2014 suscitou uma grande agitação junto da classe política israelita.

Na segunda-feira, Benjamin Netanyahu defendeu as decisões que foram então tomadas pelo governo de Telavive, afirmando que o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, sofreu na altura "o golpe mais duro que alguma vez tinha recebido".

Destruir os túneis de guerra e impedir que os militantes palestinianos destacados em Gaza, principalmente elementos do Hamas, lançassem 'rockets' contra Israel foram os principais objetivos declarados da ofensiva que durou 50 dias.

Os túneis tiveram um papel fundamental na estratégia dos militantes palestinianos. Alguns foram usados por militantes que conseguiram dessa forma entrar em Israel e realizar ataques mortais. Outros foram usados para surpreender as forças israelitas dentro de Gaza.

A guerra de 2014 matou 2.251 palestinianos e deixou 100 mil pessoas desalojadas, segundo as Nações Unidas.

Do lado israelita, 74 pessoas foram mortas, incluindo seis soldados.

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