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Guiné-Bissau. Ministra da Administração Pública garante reforma profunda

A ministra da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social da Guiné-Bissau disse hoje que o Governo do seu país vai avançar com "uma reforma profunda" na função pública, e admitiu saídas por reforma antecipada.

Guiné-Bissau. Ministra da Administração Pública garante reforma profunda
Notícias ao Minuto

15:19 - 24/11/20 por Lusa

Mundo Guiné-Bissau.

"A Guiné-Bissau precisa de uma reforma profunda da Administração Pública. O Estado é o maior empregador, se não quase o único. E esse é um problema em que estamos a pensar", afirmou Maria Celina Tavares, em declarações à Lusa, por telefone, após um encontro com a sua homóloga portuguesa Ana Mendes Godinho, em Lisboa, onde se encontra em visita de trabalho até dia 27.

A governante guineense garantiu estar "empenhada" no processo de "reforma da administração pública" e assegurou que o assunto irá, em breve, ser discutido na Assembleia da República.

Segundo Celina Tavares, a reforma "profunda" da administração pública guineense vai "avançar, e se não for a passo de cavalo, será passo a passo", estando prevista começar no próximo a ano.

A ministra falou ainda da necessidade de "reformas antecipadas" e de um sistema de "microfinanciamento" para as pessoas que deixarão os quadros da função pública, o que obriga também a uma aprovação do orçamento para que a reforma possa arrancar.

"É preciso dinheiro para fazer a reforma", sublinhou.

As ministras do Trabalho e da Segurança Social de Portugal e da Guiné-Bissau assinaram hoje um memorando que tem como um dos objetivos a formação profissional dos trabalhadores guineenses em várias áreas.

"Desta casa levo tudo o que pretendia: o apoio de Portugal à formação profissional de quadros na Guiné-Bissau e para a criação de um centro de documentação de emprego, onde haverá todo o tipo de produtos expostos para os jovens à procura de trabalho", afirmou à Lusa a ministra Maria Celina Tavares, após o encontro com a sua homóloga portuguesa, Ana Mendes Godinho.

A ministra da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social guineense adiantou que, na área da formação profissional, o ministério português "comprometeu-se a dispensar formadores, para se deslocarem à Guiné-Bissau e darem formação no país aos trabalhadores guineenses em várias áreas".

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social portuguesa disse que "o objetivo é Portugal assumir uma parceria com a Guiné-Bissau na formação profissional, proteção social e relações laborais".

A governante portuguesa, que falou também à Lusa, após o encontro de hoje, em Lisboa, com a sua homóloga guineense, adiantou que do memorando assinado resulta que o Governo português "compromete-se a ajudar na capacitação dos recursos humanos da Guiné-Bissau, em áreas que são prioritárias", para aquele país.

"O objetivo é ter um canal aberto para que Portugal possa ajudar a Guiné-Bissau a fazer formação dos seus recursos humanos e com grande valor acrescentado para os jovens", afirmou Ana Mendes Godinho.

Em 20 de novembro, o gabinete da ministra Maria Celina Tavares anunciou que a governante guineense iria realizar uma visita de trabalho a Portugal durante esta semana para reforço da cooperação entre os dois países.

Durante a sua permanência em Portugal, que se prolonga até dia 27, Maria Celina Tavares vai reunir-se ainda com responsáveis da Autoridade para as Condições de Trabalho e com a direção-geral de Estudos e Planeamento do Ministério do Trabalho e Segurança Social portugueses.

Da agenda, segundo o comunicado, divulgado na Guiné-Bissau, constam "outros encontros na perspetiva de estreitar os laços de cooperação entre os dois países".

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