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EUA rejeitam pedir desculpa por crianças separadas das famílias

Os Estados Unidos rejeitaram hoje pedir desculpas perante a controvérsia desencadeada pela separação de cerca de 2.000 crianças das respetivas famílias nas zonas de fronteira com o México, frisando que as ações ilegais "têm consequências".

EUA rejeitam pedir desculpa por crianças separadas das famílias

"Não pedirmos desculpa" pela separação de crianças das respetivas famílias na fronteira com o México, declarou hoje a secretária da Segurança Interna dos Estados Unidos, Kirstjen Nielsen, durante um discurso na Associação Nacional de Xerifes em Nova Orleães, no Estado do Louisiana.

As autoridades norte-americanas confirmaram, na semana passada, que cerca de 2.000 migrantes menores foram separados das famílias na fronteira com o México nas últimas seis semanas, no âmbito da política "tolerância zero" aos imigrantes ilegais nas zonas fronteiriças impulsionada pela administração liderada pelo Presidente Donald Trump.

Na mesma intervenção, Kirstjen Nielsen observou que aqueles que "cometem ações ilegais têm consequências", independentemente de estarem acompanhados por menores ou não.

"Este governo tem uma mensagem simples: se cruzas a fronteira de forma ilegal, serás processado", frisou a representante.

Nos últimos dias têm surgido nos 'media' internacionais relatos sobre a situação dramática vivida por estas crianças, que estão em armazéns convertidos em centros de detenção temporários e, em alguns casos, estão confinadas a espaços que são descritos como gaiolas.

Testemunhos de jornalistas, citados pela agência norte-americana Associated Press (AP), dão conta de que centenas de crianças são mantidas em grandes caixas de metal, dentro de armazéns no sul do Texas, enquanto esperam pelos respetivos pais.

A situação está a ser fortemente criticada pela oposição democrata, mas também está a causar mal-estar dentro do próprio Partido Republicano, que apoia Donald Trump.

Ainda em Nova Orleães, a secretária da Segurança Interna norte-americana desvalorizou os relatos dos 'media' e instou as pessoas "a não acreditarem na imprensa", salientando que crianças separadas das famílias "estão a ser bem tratadas".

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