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Se se esquece com facilidade de nomes de pessoas, temos más notícias

É a ciência que o diz. O maior pesadelo de muitos a nível social não se fica pelo momento constrangedor de tentar disfarçar que não se lembra do nome da pessoa que conheceu no dia anterior.

Se se esquece com facilidade de nomes de pessoas, temos más notícias
Notícias ao Minuto

13:45 - 19/10/18 por Mariana Botelho 

Lifestyle Comportamento Humano

Imagine esta situação: Vai se encontrar com um amigo seu que está num bar com os seus amigos. Chega e apresenta-se. “Sim, já nos conhecemos naquela outra vez”, respondem. A situação pode ser embaraçosa e não vale a pena fingir que ‘afinal’ lembra-se de já terem sido apresentados, porque só irá piorar. O momento, bastante comum, é constrangedor tanto para si, que se esqueceu daquela pessoa, bem como do que foi esquecido – não há nada pior do que se aperceber que foi tão irrelevante que nem se lembram de si.

Os que se esquecem constantemente de nomes e caras auto-intitulam-se como ‘casos perdidos’ neste sentido, pois sabem que se vão voltar a esquecer e que aquele é um ‘mal’ que o vai acompanhar sempre.

Entre este grande grupo de indivíduos esquecidos está Devin Ray, um psicólogo que achou curioso perceber o porquê deste comportamento e sobre o qual falou ao The Atlantic, inclusive sobre as más consequências que daí advêm a nível social.

Por parte de quem é esquecido, a consequência passa por um afastamento, por mais que os outros se desculpassem pelo lapso de memória com argumentos do género “estou sempre a conhecer pessoas novas.” Tal afastamento é explicado pela sensação de que o indivíduo não é interessante, logo, é facilmente esquecido. Mesmo que o esquecimento seja o mais inocente possível, é visto por um insulto e deixa o outro magoado, refere Laura King, psicóloga.

O sentimento de tristeza e sensação de que não se é interessante ou significante aumenta exponencialmente quantas mais vezes acontecer ou em situações específicas que tornam a situação ainda mais constrangedora. King aponta um caso de estudo de dois estudantes que por serem os únicos negros numa turma o professor estava constantemente a trocar os seus nomes. Aqui, o trabalho e sucesso escolar de cada um dos alunos era posto em causa pelos próprios, que por vários anos pertenciam à turma daquele mesmo professor.

Quanto ao efeito deste esquecimento por parte dos indivíduos que nunca se lembram dos nomes ou outros pormenores relevantes, não foi encontrada qualquer caraterística que possa relacionar os vários indivíduos que partilham esta caraterística. Entre o grupo, apenas se aponta um aspeto: o esquecimento é a regra, não a exceção.

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