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Células de cordão umbilical ajudam a recuperar de enfarte do miocárdio

O enfarte agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos.

Células de cordão umbilical ajudam a recuperar de enfarte do miocárdio
Notícias ao Minuto

20:16 - 16/07/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Aguenta coração

Os resultados de um estudo recente dão conta do potencial terapêutico das células do sangue do cordão umbilical no tratamento de doentes com enfarte agudo do miocárdio, uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos.

O estudo em causa, conduzido em modelo animal, utilizou três grupos: um grupo ao qual foi administrado um tipo de células isoladas do sangue do cordão umbilical (células CD133+); outro ao qual foi administrado o mesmo tipo de células, mas que foram previamente cultivadas em laboratório (células CD133+ expandidas) e um terceiro que não recebeu tratamento com células (grupo de controlo). Os investigadores observaram a formação de novos vasos sanguíneos no miocárdio lesado em ambos os grupos que receberam terapia celular, contrariamente ao grupo controlo, tendo os animais que receberam células expandidas apresentado melhor recuperação da função cardíaca. As células previamente cultivadas em laboratório revelaram-se mais benéficas para a regeneração vascular.

“Face aos resultados pré-clínicos e clínicos disponíveis e aos resultados deste estudo, os autores do trabalho acreditam firmemente que este tipo de células, isoladas do sangue do cordão umbilical e cultivadas em laboratório (células CD133+ expandidas), são excelentes candidatas para futuros ensaios clínicos em humanos para o tratamento desta patologia. As terapias celulares constituem hoje em dia uma esperança para o tratamento de um leque alargado de doenças, que inclui as doenças cardiovasculares. Este estudo constitui mais uma evidência de que as terapias celulares poderão ser usadas na recuperação após acidentes isquémicos”, salienta Carla Cardoso, Investigadora no Departamento de I&D da Crioestaminal.

Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento do enfarte agudo do miocárdio, esta doença cardiovascular continua a ter grande impacto na saúde pública, dado que as terapêuticas disponíveis são apenas parcialmente eficazes na limitação do tamanho do enfarte e na recuperação da função cardíaca após o acidente isquémico.

O enfarte do miocárdio, vulgarmente conhecido como 'ataque cardíaco', ocorre quando uma ou mais artérias que irrigam o músculo cardíaco (miocárdio) ficam obstruídas e o coração não recebe sangue e oxigénio nas quantidades de que necessita (isquémia). Nessas condições, as células da área afetada do coração morrem, comprometendo a sua função.

Apesar da redução da taxa de mortalidade na população portuguesa por doenças cardiovasculares nas últimas décadas, estas doenças constituem ainda a principal causa de morte em Portugal e na União Europeia, em geral.

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