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Exposição com 50 obras inéditas do coletivo YiiMa inagurada em Lisboa

Uma exposição com meia centena de obras inéditas do coletivo de artistas YiiMa que faz uma viagem por sinais esquecidos ou desaparecidos da história e cultura de Macau, é inaugurada hoje, às 19:00, no Museu Berardo, em Lisboa.

Exposição com 50 obras inéditas do coletivo YiiMa inagurada em Lisboa
Notícias ao Minuto

08:00 - 06/11/19 por Lusa

Cultura Museu Berardo

Intitulada '(Des)Construção da Memória', dos artistas macaenses Ung Vai Meng e Chan Hin Io - agora agrupados no coletivo YiiMa - a exposição reúne fotografias, vídeos, instalação e performances, precisou fonte do museu contactada pela agência Lusa.

As obras, de grande formato, e nunca antes reveladas, são o resultado de uma viagem dos artistas através da memória de Macau, dando-lhe um novo significado, com o objetivo de recuperar a identidade de um território "que vai deixando de existir", segundo a curadoria.

A exposição é organizada por ocasião dos 20 anos de transferência de soberania de Macau para a República Popular da China, e dos 40 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e aquele país.

De acordo com um texto do curador João Miguel Barros, esta mostra "não regista a memória de um tempo linear e cronológico, e não é, tão-pouco, o desfilar de uma memória construída a partir de factos sistematizados, que permita revisitar a história de modo estruturado ou científico. É, antes, uma forma de os artistas olharem livremente o passado, confortavelmente instalados no presente".

Esta exposição "é uma descoberta de sinais que foram sendo deixados, algumas vezes esquecidos, e que só uma viagem retrospetiva permite que sejam lembrados e reinterpretados", acrescenta o curador.

No seu trabalho, assinala, os artistas Ung Vai Meng e Chan Hin Io assumiram como missão resgatar do esquecimento a memória daquele território, "afastando a poeira que o tempo inexoravelmente vai depositando nos marcos do passado".

Na sua ação artística multidisciplinar e apoiada na pesquisa da história e da cultura oriental e ocidental, procuram mostrar a identidade de Macau através da riqueza da sua multiculturalidade.

A exposição '(Des)Construção da Memória' está estruturada em cinco partes: 'Memória', 'Ritualismo', 'Leveza', 'Cerimónia' e 'Paraíso', que, embora tenham alguma autonomia, foram criadas como sendo cinco pequenas narrativas inter-relacionadas.

'(Des)Construção da Memória' é inaugurada hoje no Museu Coleção Berardo, em Lisboa, onde ficará patente até 09 de fevereiro de 2020.

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