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"Ninguém resistiu a usar tragédia de Pedrógão como arma política"

António Vitorino distribuiu críticas à Esquerda e à Direita.

"Ninguém resistiu a usar tragédia de Pedrógão como arma política"
Notícias ao Minuto

23:44 - 29/08/17 por Pedro Filipe Pina

Política António Vitorino

Agosto aproxima-se do fim e a rentrée política já se faz sentir. E as mais recentes tiradas levam António Vitorino a concluir que “o que vai condicionar o debate nos próximos meses é que ninguém resistiu à tentação de usar a tragédia de Pedrógão Grande e o terrível verão que tivemos de incêndios como arma de arremesso político”.

A opinião do socialista surge numa altura em que Assunção Cristas apontou “tons de linguagem menos próprios” a António Costa e o PSD quer que o primeiro-ministro se retrate publicamente por ter “criado a falsidade” de que o PSD criticava os bombeiros.

Já Costa afirmou esta semana, em Faro, que “foi preciso chegar a tragédia para que os outros acordassem e viessem ao debate”, sugerindo que foi a tragédia de Pedrógão Grande a despertar a atenção de PSD e CDS para a reforma florestal.

Vitorino manifestou a sua opinião esta noite no espaço de comentário político semanal que partilha com o social-democrata Santana Lopes na antena da SIC Notícias. E, procurando prever o futuro, admitiu que esta tensão política “torna a tarefa mais difícil” para a comissão que terá de apresentar um relatório sobre o assunto.

“Já percebemos todos que, com o clima político que está criado e o impacto que a tragédia de Pedrógão e subsequentes incêndios tiveram, (…) as conclusões da comissão de inquérito vão ser objeto de uma utilização no combate político, o que está muito distante do que era intenção do Presidente da República”, afirmou.

Santana Lopes, por seu lado, considerou que as acusações de António Costa foram “injustas”.

“Falar do passado em termos de ordenamento florestal acho que não fica bem a nenhum dos maiores partidos que teve responsabilidades de Governo”, explicou.

“Não se pode negar a nenhum deles que tenham tentado algo, mas como se vê os resultados foram incipientes”, acrescentou.

Além do mais, Santana Lopes vê neste debate em torno da reforma da floresta uma oportunidade perdida, politicamente falando: “Os partidos tinham aqui uma oportunidade de mostrar aos portugueses que se sabem sentar à mesa, não se agredir reciprocamente, e procurar trabalhar em conjunto”, dado que “isto é uma causa profundamente nacional”, afirmou, concluindo que “é triste haver este confronto”.

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