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"Promover a justiça social e ambiental continuam a ser as tónicas"

O partido ecologista Os Verdes foram o segundo partido a reunir-se hoje com o Governo numa primeira ronda negocial para o Orçamento de Estado de 2020

"Promover a justiça social e ambiental continuam a ser as tónicas"

O primeiro-ministro, António Costa, e elementos do Governo estão receber durante a tarde desta terça-feira as comitivas dos partidos à sua esquerda. O partido ecologista Os Verdes foram a segunda estrutura partidária a encontrar-se com o Governo. 

Após a reunião, à porta de São Bento, em Lisboa, o líder parlamentar dos Verdes informou que o partido defendeu um Orçamento "capaz de dar resposta às necessidades dos portugueses e ás necessidades do país". 

"Promover a justiça social e ambiental continuam a ser as tónicas das quais os Verdes se vão pautando e, nesse sentido, acabámos por ter oportunidade de manifestar ao Governo alguns dos elementos que gostaríamos de ver com reflexos no Orçamento de Estado para 2020", começou por dizer José Luís Ferreira em declarações à RTP

Do ponto de vista ambiental, o deputado focou "desde logo o combate às alterações climáticas não só do ponto de vista da eficiência energética mas também do ponto de vista dos transportes". Na área da mobilidade, os Verdes querem ver "o alargamento das novas modalidades do passe para o resto do país" no OE2020, mas, sobretudo, propõem "um investimento sério na oferta" dos transportes. "Tem de se investir a sério na ferróvia", acrescentou.

Questionado pelos jornalistas sobre se o Governo apresentou algum cenário macroeconómico, o líder-parlamentar recordou que essa apresentação é feita na Assembleia da República todos os anos e que apenas trocaram "algumas impressões". 

De acordo com o deputado do PEV, na reunião de hoje, "não foram feitas exigências" ao Governo, mas, antes, "a indicação de temas que devem ter reflexo" no Orçamento do próximo ano, casos do combate às alterações climáticas, diminuição das assimetrias regionais, justiça fiscal, serviços públicos e aposta na ferrovia.

"Se vai ou não haver entendimento com o Governo, isso depende do Orçamento. O PEV não pode pronunciar-se sobre um Orçamento sem o ver e muito menos sem ele existir. O Governo ficou de analisar de que forma poderá acolher as matérias que o PEV gostaria de ver refletidas no Orçamento"

Perante os jornalistas, José Luís Ferreira procurou também transmitir a mensagem de que não houve negociações sobre o Orçamento do Estado para 2021. "Nós não estamos a negociar. O que viemos fazer aqui [São Bento] foi assumir o compromisso que decorreu da última reunião que tivemos com a direção do PS e manifestar ao Governo aquilo que o PEV gostaria de ver contemplado no Orçamento do Estado para 2020. Não sei se posso chamar a isso negociações", justificou.

Interrogado sobre se o PEV admite votar a favor do Orçamento do próximo ano, o deputado ecologista respondeu: "Admito um voto a favor, como admito um voto contra, como admito a abstenção, porque sem conhecer o documento o PEV não pode pronunciar-se".

Esta reunião com o PEV na residência oficial do primeiro-ministro antecedeu a do Bloco de Esquerda e seguiu-se à do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), cuja delegação não prestou declarações aos jornalistas. A mesma atitude do PAN será também seguida pelo Bloco de Esquerda.

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