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Lisboa, um distrito de realidades diferentes que elege 48 deputados

O distrito de Lisboa, com 1,9 milhões de eleitores, está dividido entre concelhos rurais e outros mais metropolitanos na proximidade da capital, onde se tem registado um aumento do valor das habitações e do número de turistas estrangeiros

Lisboa, um distrito de realidades diferentes que elege 48 deputados

De acordo com o projeto Eyedata, que reúne os últimos dados oficiais disponibilizados, o distrito tem mais de 2,25 milhões de residentes, dos quais 9,35% estrangeiros com autorização de residência, e segue a tendência nacional de uma população com mais idosos (21,91% têm mais de 65 anos) do que jovens (apenas 15,88% têm menos de 15 anos), segundo dados de 2018.

O círculo eleitoral correspondente ao distrito de Lisboa tinha, no final de 2018, 1.914.894 eleitores portugueses, a que se somam 3.345 residentes votantes originários de países da União Europeia e 7.729 outros cidadãos estrangeiros residentes em Portugal, de acordo com o Diário da República.

Nas legislativas de 2015 o distrito elegeu 47 deputados: 18 do PS, 13 do PSD, cinco da CDU, cinco do BE, cinco do CDS-PP e o único deputado do PAN, com uma abstenção de 39,42% (43,01% a nível nacional). Este ano, contudo, o círculo eleitoral passou para 48 assentos no parlamento.

O distrito obtém dos índices mais elevados de poder de compra, de rendimentos per capita e de infraestruturas, mas estes valores médios não têm em conta as disparidades existentes entre os 16 concelhos, grande parte deles com uma economia assente na ruralidade.

Nos anos mais recentes, as queixas têm batido sobretudo no aumento dos preços das casas, fenómeno que começou em Lisboa e que está progressivamente a alastrar pelos concelhos vizinhos.

Nos 16 municípios, o valor médio dos prédios urbanos transacionados mais do que duplicou entre 2010 e 2017, com um aumento de 110%, passando de 68.735 euros por cada imóvel, sem considerar a área, para o montante de 144.862 euros.

Nestes valores, segundo a Pordata, destaca-se a cidade de Lisboa, onde, apesar de o preço médio em 2010 já ser quase o dobro da média do distrito, se registou um crescimento de 219% até 2017, subindo de 136.155 para 434.567 euros.

Em relação ao turismo, por cada 100 habitantes existiam em 2017 no distrito 3,29 camas em estabelecimentos hoteleiros. Em 2010 estavam disponíveis no distrito 49.733 camas para turistas e em 2017 eram 74.265, com destaque para os concelhos de Lisboa (passou de 35.258 para 55.598), Cascais (de 7.526 para 8.536), Sintra (1.415 para 3.027), Oeiras (1.554 para 1.937)e Mafra (619 para 1.391).

Em 2016, do total de hóspedes em estabelecimentos hoteleiros, 73,69% eram estrangeiros, segundo a Pordata.

índice do poder de compra per capita do distrito, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em novembro de 2017, mas relativo a 2015, era de 129,93 (no município de Lisboa era de 214,5 e o índice do total nacional de 100,22).

Em 2016, o ganho médio mensal de trabalhadores por conta de outrem era de 1.396,18 euros (a nível nacional era de 1.108,56 euros) e dados de 2018 revelam que a percentagem de desempregados inscritos (população residente com 15-64 anos) era de 4,50% (quando no país era de 5,54%).

Em 2018, foram beneficiários do rendimento mínimo e do rendimento social de inserção 2,67% da população residente no distrito com mais de 15 anos (3,20% no total do país).

Segundo os Censos de 2011, tinham pelo menos o ensino secundário 40,72% das pessoas com mais de 15 anos deste distrito e dados de 2016 revelam que a taxa dos empregadores com pelo menos o ensino secundário completo era de 60,45%.

Em 2017, havia 0,77 estabelecimentos de ensino secundário e 4,78 estabelecimentos de ensino pré-escolar por cada 10.000 habitantes.

No final do mesmo ano, havia 7,15 os médicos para cada mil habitantes (5,05 no total nacional) e existiam 2,38 unidades hospitalares públicas e privadas para cada 100 mil habitantes (2,19 no total nacional).

Neste círculo eleitoral, em 2017, foram registados pelas polícias 393,75 crimes por cada 10 mil habitantes (acima dos 321,58 crimes por 10 mil habitantes registados a nível nacional).

Em 2017 foram recolhidos 503,17 quilos de resíduos urbanos por habitante (a média nacional é de 487,29), dos quais 73,14% (50,62% no total nacional) foram preparados para reciclagem.

Nesse mesmo ano, as câmaras municipais do distrito de Lisboa tinham, em média, uma dívida de 338,93 euros por habitante (436,04 era a média nacional).

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