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"No dia 6 de outubro, o voto no BE é o voto que faz acontecer"

Catarina Martins discursou este domingo naquele que foi "o maior 'Fórum Socialismo' da história do Bloco de Esquerda". A bloquista recordou as lutas conquistadas e aproveitou para apelar ao voto no BE. "O voto que faz acontecer", prometeu. E sobre a campanha eleitoral, vincou, o partido recusará "o caminho da intriga".

"No dia 6 de outubro, o voto no BE é o voto que faz acontecer"

Foi erguendo as bandeiras das conquistas do Bloco de Esquerda que Catarina Martins discursou, este domingo, no ‘Fórum Socialismo’, no Porto. “Há uma certeza que temos, quando há quatro anos dissemos que Portugal valia a pena, sabíamos o que dizíamos e o que fizemos”, disse, perante uma plateia que a aplaudia a cada frase.

“Chegámos agora a um novo período, uma nova campanha, com a segurança de saber que fizemos o que tinha de ser feito com a força que nos confiaram”, continuou, assegurando: “Não viramos a cara a nenhum desafio. Não rejeitámos nenhuma responsabilidade”.

Assumindo que não foi um caminho fácil, a coordenadora do BE enalteceu as lutas travadas e conquistadas e as que ficaram por conquistar. 

“Ousámos propor fazer o que nunca tinha sido feito e garantimos a subida do salário mínimo nacional ou o descongelamento das pensões. Garantimos o cumprimento da Constituição e um Parlamento que sabe que quem aqui vive tem de ser tratado com dignidade. No foi um caminho fácil, mas foi um caminho que foi sendo construído porque o BE teve a coragem de fazer desafios e a ousadia de propor novos caminhos (...)”.

“Quem diria que seria possível em Portugal baixar-se pela primeira vez as propinas da Universidade do ano letivo que vai agora começar?”, questionou. E mais aplausos. De seguida, outro exemplo: “Tão difícil que é falar de quem está a cuidar dos seus e não tinha sequer um nome e hoje tem: estatuto do cuidador informal”.

“Abriram-se caminhos, rasgaram-se horizontes. Fomos à luta em todas as questões, não nos pusemos de fora das questões mais difíceis e sabemos que tivemos oportunidades perdidas mas nunca deixamos de lutar”, prosseguiu Catarina Martins. Exemplo disso, referiu, foi “o combate intransigente contra as rendas de privilégios dos produtores das elétricas e que manteremos com determinação”. E também “quando se discutiu o sistema financeiro”. “Não foi por falta de proposta e de capacidade do BE que não se encontrou para o Novo Banco uma solução que respondesse à esquerda”, frisou.

O BE, nas palavras de Catarina, nunca procurou facilidades, soube sempre encarar o que é o mais difícil.

“Nas questões essenciais, complexas, abrimos caminho com determinação”, afirmou, dando como exemplo a nova lei de bases da saúde. “Foi um caminho tão difícil. Ganhou o país. Porque onde existia uma lei de bases da saúde que regulava o mercado, o negócio da doença, há hoje uma lei de bases que permite salvar o SNS, e se houve quem teve dúvidas e que fez ziguezagues não foi seguramente o Bloco de Esquerda”, lembrou, aludindo ao PS.

“Fizemos o caminho sem nunca ceder, sem nunca transigir nos nossos compromissos”, resumiu. 

BE recusa o "caminho da intriga"

A coordenadora do BE enfatizou ainda que o partido recusa "o caminho da intriga", garantindo que vai seguir "o caminho da proposta".  O BE, prosseguiu, apresenta-se às eleições legislativas "para apresentar proposta, para apresentar programa, para discutir o que é preciso fazer no país". "Não nos dispersamos em jogos de provocações, nunca nos desviamos do que conta: responder por este país", prometeu, num discurso que demorou menos de 20 minutos.

Trabalho e investimento são as "duas áreas que vão ser os grandes desafios que definem um próximo Governo", aquele que vai sair das próximas eleições legislativas.

Catarina Martins não terminaria o discurso sem natural o apelo ao voto no Bloco de Esquerda, o voto que “faz acontecer”.

“No dia 6 de outubro, é quem vota que faz acontecer, é quem vota que decide, é quem se levanta pelo emprego, é quem se levanta pelo salário, quem se levanta pelo clima, pelos direitos, quem se levanta por um país mais justo é que faz acontecer. É esta gente que em todo o país se levanta que faz acontecer. No dia 6 de outubro, o voto no BE é o voto que faz acontecer”, terminou.

Segundo Catarina Martins, este foi o "maior 'Fórum Socialismo' da história do BE". Por ali passaram 750 pessoas, em 52 debates com 92 oradores e oradoras. 

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