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"Quem o viu falar de Passos Coelho e o vê agora, à volta de Merkel"

Pedro Santana Lopes publicou este sábado um vídeo no YouTube onde reage à mensagem de Natal do primeiro-ministro, António Costa, com várias críticas, acusando-o inclusive de viver “num país diferente”.

"Quem o viu falar de Passos Coelho e o vê agora, à volta de Merkel"

O líder do partido Aliança divulgou este sábado a sua reação à mensagem de Natal do primeiro-ministro, enumerando diversas críticas ao chefe de Estado. No entender de Pedro Santana Lopes, António Costa “falou como normalmente fazem os chefes do Governo”, ou seja, apenas “sobre aquilo que tem corrido bem”, mas deixando de fora os temas controversos.

“Senhor primeiro-ministro, teria feito mais sentido - era bonito ter visto isso -, ser capaz de falar aos portugueses reconhecendo tudo o que se tem passado de triste, de estranho, de lamentável”, afirmou, dirigindo-se diretamente a Costa.

O ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa recorda, depois, “tragédias como a queda de estradas, como o elétrico virar-se no meio das ruas de Lisboa, como o helicóptero do INEM, como os incêndios do ano passado, como os barcos que quase se separam a atravessar o rio a trazer os trabalhadores para o seu trabalho, como os comboios que recebem instruções para andar mesmo quando tudo está incompreensivelmente degradado”.

Enumerando ainda problemas “mesmo nos meios de emergência”, uma referência ao SIRESP e/ou à questão da nova lei orgânica da Proteção Civil, Santana Lopes questiona: “Toda essa sucessão de acontecimentos é fruto do acaso?”.

Continuando a linha crítica em relação à atual governação, o líder do Aliança atirou: “Quem o viu e ouviu falar do doutor Pedro Passos Coelho e vê e ouve agora, à volta da senhora Merkel e dos outros senhores poderosos de Bruxelas como aluno bem comportado, talvez ainda melhor comportado que o doutor Passos Coelho”.

“Há dois países diferentes: aquele que falou na mensagem de Natal, em que dizia que temos que alargar a melhoria das condições de vida a mais portugueses, e o outro, aquele em que cada vez mais portugueses tem pouco ou nenhum acesso a bens essenciais”, continuou.

Santana Lopes refere, então, o Serviço Nacional de Saúde (SNS), enumerando que “não há especialistas nos hospitais”, que “as consultas são marcadas para meses depois”, as “listas de espera” ou o facto de “muitos não terem acesso à saúde privada”.

O líder do Aliança termina com desejos de Ano Novo em tom irónico: “Isso não me impede de desejar, naturalmente, bom ano. E, para o resto da legislatura, que seja capaz de reconhecer, tanto quanto possível, isto. Já não digo pedir desculpa, porque sei que não seria capaz de o fazer, mas reconhecer tudo isto. Acho que ficava muito bem”.

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