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PCP ao lado do CDS pelo fim do adicional ao Imposto Sobre os Combustíveis

O PCP confirmou que votará a favor do projeto do CDS para a eliminação do adicional ao Imposto Sobre os Combustíveis (ISP) hoje em debate, no Parlamento, mas defendeu que deve ser alterado na especialidade.

PCP ao lado do CDS pelo fim do adicional ao Imposto Sobre os Combustíveis
Notícias ao Minuto

16:17 - 21/06/18 por Lusa

Política Parlamento

O anúncio foi feito pelo deputado comunista Bruno Dias, que, apesar de tudo, criticou o aproveitamento dos democratas-cristãos nesta matéria.

O diploma, afirmou Bruno Dias, não pode ficar "como está", remetendo a discussão do assunto para a especialidade, em comissão, se o projeto for hoje aprovado na generalidade.

O PSD, com 89 deputados, já anunciou o voto favorável ao diploma do CDS, a que se juntam agora os 15 comunistas.

O PS, com 86 parlamentares, já anunciou que irá votar contra todas as iniciativas em debate.

"A proposta do CDS não pode, tal como está, ficar em letra de lei e devia ter sido redigida com outro respeito pela Constituição e legislação em vigor", disse o deputado comunista.

Bruno Dias apontou às duas bancadas da direita, afirmando que PSD e CDS estão a ensaiar uma manobra, um "exercício de oportunismo político" e o objetivo é "branquear" outros problemas, como os "lucros excessivos das petrolíferas".

Uma crítica que também atingiu o PS, dado que é o partido do Governo após as eleições de 2015.

"É necessário e é possível tomar medidas para reduzir desde já o preço dos combustíveis", disse.

Tal como Bruno Dias, também Heitor de Sousa, do Bloco de Esquerda, atacou as petrolíferas e a passividade dos sucessivos Governo, do PSD, CDS e PS, perante as margens de lucro destas empresas.

E um e outro defendeu que é necessário tomar medidas para reduzir, desde já, os preços dos combustíveis com o fim deste adicional no imposto.

Pelo PSD, o deputado Cristóvão Norte acusou o Governo de continuar "um glutão insaciável a amealhar impostos e a ignorar os sacrifícios dos portugueses" e a rasgar o "contrato de confiança" ao garantir que, "se o preço subisse o imposto descia".

Ora, o preço subiu e o Governo mentiu", acusou Cristóvão Norte.

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