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Já há 4 suspeitos do roubo das Glock da PSP detidos, dois são polícias

A polícia tem em curso uma operação, esta quarta-feira, para deter os responsáveis pelo assalto à Direção da PSP.

Já há 4 suspeitos do roubo das Glock da PSP detidos, dois são polícias
Notícias ao Minuto

07:12 - 19/12/18 por Filipa Matias Pereira com Lusa  

País 'Ferrocianeto'

As autoridades desencadearam, esta quarta-feira, uma ação policial que visa a detenção dos suspeitos do assalto à Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), em Lisboa. De acordo com a informação avançada pela SIC Notícias, já há quatro suspeitos detidos, sendo que dois deles são agentes da PSP.

Tratam-se, com efeito, de dois homens que na altura eram responsáveis pelo arneiro da Direção Nacional. O principal suspeito, reforça a SIC Notícias, é Luís Gaiba, um agente que terá tirado "uma a uma estas armas dos estojos da PSP". Este agente era responsável pelo armeiro de segunda a sexta-feira, sendo substituído quando estava fora pelo agente 'Chora', que também foi detido. Para ja não há certezas quanto ao grau de envolvimento deste agente. 

Há um terceiro detido, que não tem qualquer ligação à PSP, mas que seria um dos homens responsáveis pelo escoamento das armas para o mercado do tráfico de armamento. O quarto elemento detido é apelidado de 'Laranjinha', sendo este um civil que foi detido esta segunda-feira no âmbito das armas de Tancos, mas que também é suspeito de envolvimento no roubo das Glock, confirmou fonte da PSP ao Notícias ao Minuto

É previsível que este número venha a aumentar, já que ainda está a decorrer mais de uma dezena de buscas na zona centro e sul do país.  De salientar que há dois dias, no âmbito da operação da Polícia Judiciária de caça aos responsáveis pelo assalto a Tancos, foi detido um homem de Ansião que é também suspeito de estar envolvido no caso.

Já em relação ao assalto a Tancos, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa aplicou prisão preventiva para cinco dos oito detidos na segunda-feira, e três vão sair em liberdade, informou à Lusa um dos advogados.

Em comunicado, a polícia acrescenta que, nesta operação que teve início às 6h, decorrem no total 14 buscas domiciliárias e quatro buscas não domiciliárias. A operação, com o nome 'Ferrocianeto' abrange os concelhos de Vila Nova de Gaia, Gondomar, Mafra, Abrantes, Alvaiázere, Sintra, Cascais, Oeiras, Lisboa, Almada e Albufeira.

Recorde-se que o caso remonta a janeiro de 2017, quando foi detetado o desaparecimento, do armeiro da sede da PSP, de 57 armas Glock após a apreensão de uma arma de fogo da polícia durante uma operação que decorreu no Porto.

Do depósito das armas da Direção Nacional da PSP, onde estão armazenadas algumas armas que não estão distribuídas aos polícias ou aquelas que pertencem a efetivo policial que não necessita de andar armado, foram também extraviadas, juntamente com as 57 Glock, os respetivos estojos, carregamentos e os 'kits' de limpeza.

Na altura, foi feita uma participação ao Ministério Público (MP) e a realização de um inquérito interno na PSP para apuramento do que aconteceu e de uma auditoria na Inspeção-Geral da Administração (IGAI) para harmonização dos mecanismos de controlo de segurança do armazenamento de armas e munições das forças de segurança.

Já a 17 de outubro, Eduardo Cabrita anunciava que tinham sido recuperadas oito das 57 armas, "em operações distintas, sem nenhuma característica comum entre as mesmas". Quatro das armas foram recuperadas em Espanha, três das quais na Andaluzia e uma Ceuta, e outras quatro em Portugal.

[Notícia atualizada às 9h40]

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