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Myanmar rejeita perseguição à minoria rohingya no estado de Rakhine

As autoridades de Myanmar, antiga Birmânia, negaram hoje que exista perseguição à minoria muçulmana rohingya no estado de Rakhine, depois dos relatórios das Nações Unidas (ONU) que apontam para uma limpeza étnica e indícios de genocídio.

Myanmar rejeita perseguição à minoria rohingya no estado de Rakhine
Notícias ao Minuto

07:40 - 14/03/18 por Lusa

Mundo limpeza étnica

"Myanmar continua com os seus esforços para colocar o estado de Rakhine no caminho do desenvolvimento e da estabilidade, num tempo em que enfrentamos o terrorismo, fundado e inspirado no estrangeiro", refere o diário oficial Global New Light of Myanmar, que serve de porta-voz do Governo.

O jornal refere que foi um ataque de militantes do Exército de Salvação Rohingya (ARSA) a desencadear as operações militares em Rakhine em agosto de 2017 que precederam o êxodo massivo de pessoas, na sua maioria muçulmanas rohingya, para o Bangladesh,

No texto, sugere-se, ainda, segundo entrevistas realizadas por funcionários estatais em Rakhine, que muitos deslocados fugiram de suas casas por falta de trabalho, alimentos e ameaças por parte da ARSA, grupo que classifica de terrorista.

"Houve tensões e houve combates no estado, mas não houve genocídio. O termo genocídio não deveria ser usado em Myanmar, nem noutro país, sem provas claras", considera o jornal.

Na segunda-feira a relatora especial da ONU para Myanmar, Yanghee Lee, disse que o governo birmanês, liderado por Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz, deve ser responsabilizado, assim como os militares, pelos crimes cometidos contra esta minoria.

O exército é acusado de cometer assassinos, violações de mulheres e crianças e queimar casas dos rohingya durante a operação militar de agosto último que causou a fuga de mais de 680 mil pessoas

Antes, em outubro de 2016, ocorreu outro êxodo de população rohingya depois de uma operação militar em Rakhine.

A maioria dos refugiados chegaram à localidade do Bangladesh Cox's Bazar, que acolhe cerca de 900.000 rohingya, onde a relatora quer que se crie um órgão para recolher e preservar provas.

"Estou cada vez mais convencida de que os crimes cometidos nas noites de 09 outubro de 2016 e 25 de agosto de 2017 têm as marcas de genocídio", acrescentou rohingya.

Na terça-feira, o conselheiro da ONU para a prevenção do genocídio afirmou que a informação que tem recebido indica que o governo de Myanmar pretende livrar-se dos muçulmanos rohingya no estado de Rakhine.

Em comunicado, Adama Dieng admitiu que entre as intenções do executivo birmanês esteja a de "destruir" esta minoria, "o que, se provado, constitui um crime de genocídio".

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