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"Nobel Alternativo" é sinal de apoio à oposição a Lukashenko

O ativista bielorrusso Ales Bialiatski, que hoje recebeu o denominado "Nobel Alternativo", considerou que este prémio representa um "forte sinal" de apoio aos defensores dos direitos humanos e de solidariedade com a oposição ao Presidente Lukashenko.

"Nobel Alternativo" é sinal de apoio à oposição a Lukashenko
Notícias ao Minuto

22:19 - 03/12/20 por Lusa

Mundo Nobel

"O prémio mostra que o que temos estado a fazer no nosso país nos últimos 24 anos pela justiça é correto e necessário", disse Bialiatski, fundador do Centro dos Direitos Humanos Viasna e um dos quatro vencedores do prémio da fundação sueca Right Livelihood Award, considerado o "Nobel Alternativo", que pretende "impulsionar mudanças sociais urgentes e duradouras".

A advogada iraniana Nastin Sotoudeh, a ativista das causas indígenas e ambientais nicaraguense Lottie Cunningham Wren e o advogado norte-americano dos direitos cívicos Bryan Stevenson são os restantes premiados, hoje homenageados numa cerimónia virtual devido à pandemia de covid-19.

A advogada iraniana Nasrin Sotoudeh agradeceu, numa intervenção por áudio, o apoio à luta que a manteve vários anos na prisão e considerou que doi essa solidariedade que permitiu a sua recente libertação temporária por motivos médicos.

A Fundação Right Livelihood informou no entanto que as autoridades iranianas ordenaram na quarta-feira o regresso da ativista à prisão.

Sotoudeh destacou que o desejo do povo iraniano é "viver em paz, justiça e liberdade".

Na sua intervenção, a advogada Lottie Cunningham Wren reivindicou os direitos dos povos indígernas da Nicarágua.

"Apesar de a Nicarágua ter uma das leis mais amplas sobre os direitos dos povos indígenas, reconhecendo a autonomia das comunidades na gestão das suas terras e recursos naturais (...), tudo fica numa promessa em papel", disse a ativista.

O advogado Bryan Stevenson, fundador da organização Equal Justice Initiative, denunciou na sua intervenção que os EUA têm a mais elevada taxa de encarceramento do mundo e criticou a discriminação no sistema judicial do país.

O sistema, disse, está baseado "no medo e na ira" e trata melhor "os ricos culpados do que os pobres inocentes".

Esta foi a primeira vez, em 41 edições, que o "Nobel Alternativo" escolheu ativistas do Irão e da Bielorrússia.

"As pessoas galardoadas com o Prémio Right Livelihood [modo de vida correto] 2020 estão unidas na luta pela igualdade, pela democracia, pela justiça e pela liberdade. Com os seus esforços para desafiar sistemas jurídicos injustos e regimes políticos ditatoriais estão a fortalecer os direitos humanos, a reforçar as sociedades civis e a denunciar os abusos institucionais", afirmou o diretor-executivo da Fundação Right Livelihood, Ole von Uxekull, quando anunciou os premiados, em outubro.

"As e os laureados deste ano sublinham as crescentes ameaças que sofre a democracia a nível mundial. Para quem apoia a democracia, este é o momento de nos levantarmos e de nos apoiarmos mutuamente", sublinhou.

Além do prémio monetário, a Fundação oferece aos distinguidos apoio a longo prazo e ajuda a proteger aqueles cujas vidas e liberdade estejam em perigo.

Cada um dos premiados vai receber um milhão de coroas suecas (94 mil euros), destinadas a apoiar o trabalho nas respetivas áreas e não para uso pessoal.

Num processo de nomeação aberto a qualquer pessoa, o júri recebeu 182 nomeações provenientes de 71 países.

Criados em 1980, os "Nobel Alternativo" "honram e apoiam homens e mulheres que oferecem respostas práticas e exemplares aos desafios mais urgentes e atuais".

A Bielorrússia tem sido palco de manifestações contra o governo desde que Lukashenko conquistou em agosto o seu sexto mandato presidencial em eleições que a oposição e vários países ocidentais consideram fraudulentas.

A polícia tem reprimido as manifestações com dureza, utilizando gás lacrimogéneo, granadas atordoantes e cassetetes. Milhares de pessoas foram detidas e muitas delas espancadas, segundo defensores dos direitos humanos.

Apesar da resposta da polícia, as manifestações, a maior das quais juntou até 200.000 pessoas, têm continuado.

A União Europeia e os Estados Unidos aprovaram sanções contra responsáveis bielorrussos acusados de envolvimento na fraude eleitoral e na repressão pós-eleitoral.

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