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Paris pede libertação "sem demora" de franceses detidos no Irão

A França pediu hoje a libertação "sem demora" de dois investigadores franceses detidos desde junho no Irão, considerando esta "situação inaceitável", segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.

Paris pede libertação "sem demora" de franceses detidos no Irão
Notícias ao Minuto

14:14 - 16/10/19 por Lusa

Mundo Negócios Estrangeiros

"Esperamos que as autoridades iranianas sejam transparentes neste caso e ajam sem demora para pôr fim a esta situação inaceitável", escreveu o Ministério em comunicado, indicando que está "totalmente mobilizado" para a libertação dos dois investigadores.

Roland Marchal, um investigador francês, foi preso em junho no Irão, na mesma altura que a sua colega franco-iraniana Fariba Adelkhah, anunciou hoje uma associação de investigadores intitulada Fundo de Análise das Sociedades Políticas (Fasapo).

A prisão da investigadora franco-iraniana Fariba Adelkhah foi confirmada por Teerão em 16 de julho.

Numa carta aberta, a associação, à qual pertencem os dois investigadores do Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences-Po), indicou que aceitou, a pedido das autoridades francesas, permanecer em silêncio sobre a prisão, até que foi revelada na terça-feira à noite pelo jornal francês Le Figaro.

"Essa discrição parecia preferível às autoridades francesas que se comprometeram imediatamente, ao mais alto nível, a obter a libertação dos nossos colegas assim que anunciámos o seu desaparecimento, em 25 de junho, mas queríam evitar qualquer provocação nacionalista em Teerão", explicou a associação.

O Governo francês também condenou hoje a detenção do opositor iraniano Ruhollah Zam "que tem estatuto de refugiado na França".

"Estamos a acompanhar este caso com atenção" e "condenamos fortemente" a sua detenção, indicou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"Atualmente, não temos informações precisas sobre as circunstâncias da prisão de Zam fora do território nacional", acrescentou.

O Governo afirmou que, como cidadão iraniano com estatuto de refugiado que solicitou asilo, "Zam é livre (...) para entrar e sair do território nacional, que deixou em 11 de outubro".

Os Guardas da Revolução iranianos anunciaram na segunda-feira a detenção, pelos seus serviços de informações, do opositor, que vivia no exílio e que seria "dirigido pelos serviços de informações franceses".

Rouhollah Zam, atualmente numa prisão no Irão, foi detido no decurso de uma "operação elaborada e profissional", referiu em comunicado o exército ideológico da República islâmica do Irão, sem precisar o local ou a data da detenção.

Zam dirigiu um canal do Telegram, intitulado AmadNews e encerrado por esta plataforma de mensagem encriptadas a pedido das autoridades iranianas, que o consideraram "contrarrevolucionário".

O detido divulgou a partir de Paris, onde vivia e trabalhava, diversos vídeos e informações sobre responsáveis oficiais iranianos, considerados embaraçosos.

O anúncio na televisão estatal considerou Zam uma "presa especial", e considerou que a sua detenção foi uma vitória do serviço de informações dos Guardas da Revolução face aos serviços secretos ocidentais.

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