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Responsável curda apela a europeus para congelarem relações com Ancara

A responsável curda Ilham Ahmed apelou hoje em Bruxelas aos países da União Europeia para "congelarem as relações diplomáticas com a Turquia chamando imediatamente os seus embaixadores" na sequência da ofensiva de Ancara no nordeste sírio.

Responsável curda apela a europeus para congelarem relações com Ancara
Notícias ao Minuto

15:09 - 10/10/19 por Lusa

Mundo Síria

"Queremos uma intervenção urgente em relação a esta crise, estes ataques devem ser travados rapidamente", declarou à imprensa, exortando o Conselho de Segurança da ONU, que discute hoje a intervenção turca, a decidir a criação de uma "zona de exclusão aérea".

"A retirada norte-americana colocou-nos em perigo", denunciou a responsável do Conselho Democrático Sírio, braço político das Forças Democráticas Sírias, alertando para o risco de fuga de 'jihadistas' detidos pelas FDS, coligação curdo árabe e "ponta de lança" do combate ao grupo Estado Islâmico (EI).

Ilham Ahmed disse que "uma das prisões onde se encontram membros do grupo Estado Islâmico e que está sob controlo das FDS foi bombardeada ontem (quarta-feira) por caças sírios e é provável que membros do EI que estavam presos tenham escapado".

A responsável observou que houve "grandes reações da parte da União Europeia", adiantando: "Mas só ficaremos satisfeitos quando essas reações se traduzirem em ações". Evocou ainda a possibilidade de "sanções económicas" contra a Turquia.

"Pedimos a (presidente norte-americano Donald) Trump para tentar encontrar uma solução política e desenvolver um diálogo, em vez de nos abandonar e de deixar o caminho livre à Turquia para nos atacar", disse Ilham Ahmed.

"Os Estados Unidos deviam ter em conta o facto de que pagamos um preço muito alto", disse, indicando o número de 11.000 mortos no combate aos 'jihadistas' e exortando Washington a continuar ao seu lado "para manter a paz e a estabilidade no interesse de todos".

A operação militar de Ancara na Síria tem como alvo milícias curdas, que foram aliadas chave dos Estados Unidos no combate aos 'jihadistas' do Estado Islâmico, mas que a Turquia considera terroristas.

Lançada após uma controversa retirada de tropas norte-americanas, a ofensiva turca iniciada na quarta-feira já matou 15 pessoas, incluindo oito civis, e desencadeou críticas internacionais.

Trump classificou a ofensiva de "má ideia" e disse esperar que o chefe de Estado turco, Recep Tayyip Erdogan, aja de modo "racional" e tão "humano" quanto possível.

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