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Damasco precisa de tempo para verificar aplicação de acordo sobre Idlib

O chefe da diplomacia síria afirmou hoje que Damasco precisa de tempo para verificar a aplicação de um acordo russo-turco sobre Idlib, incerta devido à não retirada de 'jihadistas' da futura zona desmilitarizada que devia estar concluída hoje.

Damasco precisa de tempo para verificar aplicação de acordo sobre Idlib
Notícias ao Minuto

12:20 - 15/10/18 por Lusa

Mundo Síria

"Temos de ter tempo (...). Os nossos amigos russos devem analisar se o acordo foi aplicado ou não", disse Walid Mouallem numa conferência de imprensa em Damasco com o seu homólogo iraquiano, Ibrahim Jaafari.

"Devemos esperar a reação da Rússia" que "vigia e segue" a situação e cuja polícia militar deverá "patrulhar a 'zona-tampão'", adiantou, assinalando: "Devemos esperar, mas, ao mesmo tempo, as nossas forças armadas estão prontas nos arredores de Idlib".

Mouallem repetiu que a província de Idlib e as zonas vizinhas, tal como todas as regiões da Síria, devem voltar a ficar "sob soberania síria" e não excluiu o recurso à opção militar.

"A Frente al-Nusra (atual Hayat Tahrir al-Sham/HTS, que controlará 60% de Idlib) aparece em 27 'listas terroristas' nas Nações Unidas e deve ser expulsa do seu último bastião", disse.

As declarações vão no mesmo sentido das do Presidente sírio, Bashar al-Assad, feitas recentemente e qualificando de "temporário" o acordo russo-turco, assinado a 17 de setembro e que permitiu evitar uma ofensiva à província do regime de Damasco, cujos potenciais efeitos catastróficos para a população civil preocupa a comunidade internacional.

O acordo entre a Rússia e a Turquia prevê a existência de uma zona desmilitarizada para separar os territórios do regime das zonas ainda controladas pelos rebeldes e 'jihadistas'.

Estes deviam retirar todo o armamento pesado da faixa de 15 por 20 quilómetros até à passada quarta-feira, o que foi respeitado.

Mas a exigência de todos os 'jihadistas' abandonarem a zona até hoje não terá sido cumprida.

Situada na fronteira com a Turquia, a província de Idlib conta com cerca de três milhões de habitantes (incluindo um milhão de crianças), metade dos quais deslocados de outras zonas do país.

Desencadeada em março de 2011 pela repressão de manifestações pró-democracia, a guerra na Síria já matou mais de 360.000 pessoas e obrigou milhões a abandonarem as suas casas.

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