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Florence mantém-se "grande ameaça" nas próximas 24 a 36 horas

O furacão Florence, que atingiu hoje de manhã a costa atlântica dos Estados Unidos, representará ainda uma "grande ameaça" nas próximas entre 24 e 36 horas, advertiu a Agência Federal das Situações de Emergência norte-americana (FEMA).

Florence mantém-se "grande ameaça" nas próximas 24 a 36 horas
Notícias ao Minuto

18:15 - 14/09/18 por Lusa

Mundo EUA

Acompanhado de chuvas diluvianas e ventos violentos, o Florence tocou terra no Estado da Carolina do Norte às 07h15 locais (12h15 de Lisboa) e já causou enormes inundações, encurralando os habitantes em casa.

"O furacão Florence tocou terra perto de Wrightsville Beach, na Carolina do Norte, às 07h15, com ventos máximos de 150 quilómetros por hora", anunciou o Centro Nacional de Furacões (NHC) numa mensagem na rede social Twitter, indicando que, embora tenha recuado para a categoria 1 na escala Saffir-Simpson, que tem cinco, o furacão se mantém perigoso.

O seu impacto foi precedido de violentos ventos em turbilhão que começaram a soprar pouco depois das 05h00 locais (10h00 de Lisboa), projetando trombas de água em todas as direções e fazendo voar escombros e placas de sinalização.

A cidade portuária de Wilmington, na Carolina do Norte, acordou ao som de várias explosões, provavelmente de transformadores elétricos, vidros partidos e árvores arrancadas devido à força do vento, segundo a agência noticiosa francesa AFP no local.

"Persistirá uma grande ameaça durante mais 24 a 36 horas", nomeadamente por causa do grave risco de inundações, alertou Jeff Byard, responsável da FEMA, numa conferência telefónica.

Os meteorologistas da Agência Federal Oceânica e Atmosférica (NOAA) sublinharam que o Florence "está a avançar lentamente" e, portanto, "despejará" as suas chuvas torrenciais sobre as mesmas regiões durante longas horas.

Os solos já estão ensopados de água, após duas semanas de chuva, e o risco de inundações súbitas é, por isso, muito elevado, mesmo no interior, disse Byard na mesma ocasião.

Algumas zonas inundadas são demasiado perigosas para que "as equipas de socorro intervenham", explicou o responsável, lamentando que haja pessoas que não cumpriram a ordem de evacuação.

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