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"Só inimigos da democracia" desejam má imagem das instituições

O presidente do parlamento desejou esta quarta-feira o "maior sucesso" à comissão de inquérito ao furto de material militar de Tancos e avisou que "só os inimigos da liberdade e da democracia" desejam a "degradação da imagem das instituições".

"Só inimigos da democracia" desejam má imagem das instituições
Notícias ao Minuto

19:14 - 14/11/18 por Lusa

Política Ferro Rodrigues

"Como presidente da Assembleia da República só posso desejar o maior sucesso ao trabalho desta comissão de inquérito, na certeza de que os deputados que a compõem só têm como propósito a busca da verdade. Só os inimigos da liberdade e da democracia têm algo a ganhar com a degradação do espaço público e da imagem das instituições", afirmou Ferro Rodrigues, momentos depois de dar posse aos membros da comissão.

Ferro Rodrigues afirmou que, "perante a gravidade e a dimensão do sucedido", é "natural e salutar que a Assembleia da República, no seu papel de órgão fiscalizador, procure apurar responsabilidades, bem como retirar conclusões e consequências".

Aos deputados da comissão, presidida pelo socialista Filipe Neto Brandão, o presidente do parlamento afirmou ainda que "cabe naturalmente escrutinar a atuação da administração pública e do Governo neste contexto".

O presidente do parlamento recordou também que as Forças Armadas "estão entre as instituições em que os portugueses mais confiam" e estiveram "na origem do atual regime democrático".

Por isso, "só têm a ganhar com o apuramento da verdade" e disse esperar que se faça "em sede própria e no tempo próprio da Justiça", acrescentou.

O desaparecimento de material militar dos paióis de Tancos foi divulgado pelo Exército em junho de 2017.

Está em curso uma investigação do Ministério Público sobre o reaparecimento do material levado de Tancos, designada Operação Húbris, no âmbito da qual foram detidos para interrogatório militares da Polícia Judiciária Militar (PJM) e da GNR.

Este caso levou à demissão do anterior ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, em 12 de outubro.

O chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, pediu também a resignação, dois dias depois da posse do novo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

Em 25 de setembro, a Polícia Judiciária deteve o diretor e outros três responsáveis da PJM, um civil e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé e foi nesse dia que o CDS-PP anunciou que iria propor uma comissão de inquérito parlamentar.

Segundo o Ministério Público, em causa estão "factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas".

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