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Três moções na mesa. Catarina Martins quer partido "força de governo"

O BE discute hoje e domingo, na sua XI Convenção Nacional, três moções de orientação política, defendendo o texto proposto pela coordenadora bloquista, Catarina Martins, que o partido "quer ser força de governo" em 2019.

Três moções na mesa. Catarina Martins quer partido "força de governo"
Notícias ao Minuto

07:15 - 10/11/18 por Lusa

Política Convenção

A moção A, intitulada "Um Bloco mais forte para mudar o país", reúne as principais tendências do partido, tendo como subscritores, além de Catarina Martins, o líder da bancada parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, e a eurodeputada do partido, Marisa Matias.

Além deste texto de orientação política, mais dois estarão em discussão e votação este fim de semana no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa: a moção M, "Um Bloco que não se encosta" -- muito crítica da atual direção e solução governativa - e a moção C, "Mais democracia, mais organização".

No texto subscrito por Catarina Martins o objetivo para as eleições legislativas do próximo ano é claro: "Em 2019, o Bloco quer ser força de governo, com uma nova relação de forças".

"Um governo de esquerda dá uma garantia ao povo: defende o salário, a pensão e o emprego. Não aceita recuos, nem a precarização do trabalho, nem a redução do salário e da pensão. Esse governo fará o que o PS recusou fazer, partindo do ponto em que o PS travou, sem tibiezas", detalha.

Nesta moção -- que na eleição dos delegados à Convenção conseguiu 523 dos 625 -- critica-se o PS por procurar "uma maioria absoluta ao centro" e abrir "a porta a convergências à direita", considerando que o atual líder do PSD, Rui Rio, se assume "já como futuro colaborador" de um governo socialista, "num bloco central subordinado", bloco central esse que tem tido "obreiro" o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O texto subscrito pelas principais tendências destaca ainda que "a convergência à esquerda com o PCP é uma componente importante dos avanços sociais neste período e no futuro", valorizando o BE "um elevado grau de convergência de posições com o PCP", mas não esquecendo as "divergências importantes em matérias como a paridade entre homens e mulheres, a legalização da canábis, a extensão da procriação medicamente assistida ou a despenalização da morte assistida".

Por seu turno, a moção M -- que conseguiu 47 delegados à Convenção -- condena "a imagem de um Bloco integrado confortavelmente num sistema político que, supostamente, quer mudar", uma vez que isto "só pode ser um obstáculo à construção de um projeto político que é alternativo ao atual estado de coisas".

"O BE apresentar-se-á às próximas eleições legislativas a partir do balanço crítico e sério das limitações do acordo de governo vigente", defendem, considerando que partido, "que não se nega a convergências pontuais que melhorem a qualidade de vida de trabalhadores, recusa o apoio e uma possível participação num governo do PS".

Para os subscritores da moção "Um Bloco que não se encosta", o BE "mostra-se apenas como partido tradicional e nada como movimento", criticando a falta de "democracia interna, militância significativa e protagonismo das bases" e o excesso de "centralização, institucionalização e rotina", em que sobram "acordos de cúpula e falta de debate estratégico de fundo mais vivo e mais formação política".

Também a moção C defende "mais democracia interna", criticando o facto de as decisões no Bloco funcionarem "sempre de cima para baixo e nunca de baixo para cima" e "a arrogância com que a direção do partido encara as propostas oriundas de moções minoritárias".

Os subscritores deste texto -- que conseguiram 12 delegados à Convenção -- pede ainda "mais organização local", uma vez que o "Bloco não consegue sair da última posição quando se trata de eleições autárquicas", o que justificam com o facto de, "ao contrário do PCP, [o BE] nunca privilegiou a organização local".

Segundo a moção C, em matéria de política de alianças, "não se espera que o cenário de 2015 se repita em 2019", mas "se o PS ganhar, sem maioria absoluta, e o Bloco for suficiente para garantir a maioria absoluta no parlamento, então deve-se negociar com o PS no sentido de continuar a política que tem sido seguida nos últimos anos".

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