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Floyd apresentava elevada dose de opióides no organismo quando foi detido

Médicos esclarecem, porém, que não podem afirmar que esta foi a causa da morte.

Floyd apresentava elevada dose de opióides no organismo quando foi detido

Novos documentos apresentados, esta semana, em tribunal, no processo contra os quatro agentes da polícia envolvidos na morte de George Floyd, revelam que a vítima tinha uma elevada dose de fentanil, um fármaco usado para as dores associadas ao cancro e outras doenças, no organismo.

O médico Andrew Baker, que realizou a autópsia, indicou no relatório que Floyd apresentava uma quantidade excessiva de fentanil no sangue, a qual, numa situação normal, poderia ser "fatal".

"[O dr. Baker] afirmou que se o senhor Floyd tivesse sido encontrado morto em casa (ou em qualquer outro lugar) e não houvesse outros fatores que contribuíssem para a morte, ele concluiria que se tratava de uma morte por overdose", pode ler-se no documento, citado pela Fox News. Apesar disso, neste caso em específico não é possível concluir que a morte do homem foi causada por este opióide.

O antigo médico legista chefe da cidade de Nova Iorque, Dr. Michael Baden, que realizou uma autópsia a pedido da família Floyd e que determinou que a morte foi um homicídio, explicou que a quantidade de fentanil que estava no sangue de Floyd pode ter efeitos diferentes em pessoas diferentes.

"Como todos os narcóticos, há uma grande variedade de quantidades que podem ser consideradas letais ou não, porque tudo depende da tolerância do indivíduo", explicou Baden, esta quinta-feira, acrescentando que "o que pode ser fatal para algumas pessoas, não o é necessariamente para outras".

Assim sendo,  o Dr. Andrew Baker concluiu, na sua autópsia, que a morte de Floyd foi o resultado de uma "paragem cardiorrespiratória causada pela restrição e compressão do pescoço", tendo ainda listado outras complicações, nomeadamente "doença cardíaca aterosclerótica e hipertensiva; intoxicação por fentanil; e uso recente de metanfetaminas".

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