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Netanyahu presta declarações determinantes para realização de julgamento

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, começa hoje a prestar declarações sobre suspeitas de corrupção em três casos distintos.

Netanyahu presta declarações determinantes para realização de julgamento

Os advogados de Netanyahu encontram-se no Ministério da Justiça, em Jerusalém, onde vão pedir que as acusações contra o primeiro-ministro sejam retiradas.

As sessões perante o Procurador Geral de Israel, Avijai Mandeblit, vão prolongar-se durante toda a semana, mas a decisão sobre a realização de um eventual julgamento só vai ser comunicada nas próximas semanas.

As audições que começam hoje de manhã ocorrem depois de um processo político marcado pela realização de duas eleições gerais, nos últimos meses, sendo que Netanyahu tenta formar um executivo de coligação apesar da relutância do partido centrista Azul e Branco que não aceita integrar o governo por causa do processo judicial em que o primeiro-ministro se encontra envolvido.

As investigações judiciais prolongaram-se durante os últimos três anos e cruzam situações diferentes sobre as quais foram ouvidas 140 testemunhas e interrogatórios ao primeiro-ministro que tem repetido que "não vai acontecer nada porque não há nada".

O Caso 4000 ou Bezeq envolve Netanyahu em situações de alegada fraude e abuso de confiança.

Trata-se do processo mais grave e investiga os favores que alegadamente Benjamin Netanyahu terá recebido entre 2012 e 2017 da companhia telefónica israelita Bezeq em troca de cobertura informativa favorável sobre o primeiro-ministro e a mulher, Sara, num popular jornal digital controlado pelo empresário Shaul Elovitch.

O outro processo conhecido como o Caso 1000, envolve o chefe do executivo num caso de fraude tendo as autoridades investigado se Netanyahu recebeu presentes do produtor de cinema de Hollywood, o israelita Arnon Milchan, que terá sido supostamente apoiado na obtenção um visto de longa duração nos Estados Unidos.

Além do visto, as autoridades suspeitam que o produtor de cinema e o milionário australiano, James Packer, foram diretamente beneficiados por uma lei que limita o pagamento de impostos a israelitas que regressem do estrangeiro.

Finalmente o Caso 2000 envolve Netanyahu no suposto pacto com o editor do jornal Yediot Aharonot pela cobertura positiva em relação primeiro-ministro em troca de uma campanha hostil contra o jornal Israel Hayom.

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