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Luta pelo clima? Todas as ações, todos os anos e todas as escolhas contam

A vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), Thelma Krug, alertou hoje em Lisboa que na luta contra as alterações climáticas todas as ações são importantes e todos os anos e todas as escolhas contam.

Luta pelo clima? Todas as ações, todos os anos e todas as escolhas contam
Notícias ao Minuto

21:58 - 16/05/19 por Lusa

Mundo Ambiente

Num painel sobre os desafios para 2050, os oceanos e estratégias de descarbonização incluído na conferência internacional Dia Marítimo Europeu, a cientista e investigadora disse que sem redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) e sem medidas de fundo os resultados podem ser catastróficos.

Na luta contra o aquecimento global e contra as alterações climáticas "todo o pequeno aquecimento conta", disse Thelma Krug, explicando que se a temperatura média global aumentar não 1,5 mas dois graus celsius, o nível mar terá uma subida de 10 centímetros. "Meio grau tem um impacto significativo", alertou, lembrando um relatório sobre as alterações climáticas que o IPCC, que funciona no âmbito da ONU, lançou em 2018.

A temperatura global tem subido 0,2 graus por década e atingirá, com as atuais taxas de emissão de CO2, um aumento de 1,5 graus em relação aos valores pré-industriais entre 2030 e 2052.

É possível limitar o aquecimento global, mas para isso são necessárias medidas nunca antes tomadas, que levem a "grandes transformações". E essas transformações, disse, terão que levar a que, a nível global, se atinja o zero nas emissões de CO2 em 2050.

São mudanças, disse Thelma Krug, na energia, na indústria, nas infraestruturas, nos transportes, nas habitações, e sobretudo "no comportamento humano". É preciso, salientou, limitar por exemplo a procura de energia.

A Comissão Europeia adotou em novembro do ano passado a estratégia para uma Europa neutra em emissões de dióxido de carbono até 2050, quando mais de 80% da eletricidade terá de ser proveniente de fontes de energia renováveis.

O papel do mar nesta matéria foi discutido no painel, com Bernhard Frises, da Comissão Europeia, a sublinhar que a população do planeta tem 10 anos para reduzir para metade as emissões de dióxido de carbono.

Adiantando que com um aumento das temperaturas em dois graus quase todos os corais vão desaparecer, o responsável salientou que no Ártico estão a registar-se aumentos na temperatura de cinco graus.

Na Europa, disse, está a lutar-se contra as alterações climáticas mas não o suficiente nem com a rapidez suficiente.

Responsáveis de empresas ligadas à área da luta contra as alterações climática participaram também no debate, como Jean-Christophe Allo, da empresa francesa Sabella, que produz por exemplo turbinas para aproveitar a energia das ondas, Francisco Saraiva Gomes, cofundador da Sea Forester, que pretende reflorestar o fundo do mar com algas marinhas, e Giles Dickson, administrador da Wind Europe, uma associação que promove o uso na Europa da energia eólica.

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