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Irão vai reduzir os seus compromissos no acordo nuclear de 2015

O Irão anunciará quarta-feira uma redução dos seus compromissos no âmbito do acordo nuclear de 2015, um ano depois de os EUA terem abandonado o pacto, anunciou hoje o governo de Teerão.

Irão vai reduzir os seus compromissos no acordo nuclear de 2015
Notícias ao Minuto

19:24 - 07/05/19 por Lusa

Mundo Tensão

A decisão do governo iraniano acontece na altura em que os EUA reforçam a sua presença militar na região, com o envio de um porta-aviões para o Médio Oriente.

O vice-ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que, quarta-feira, o Irão informará os embaixadores da Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha, bem como outros signatários do acordo nuclear multilateral assinado em 2015, que se vai retirar parcialmente do pacto, segundo a agência estatal de notícias.

"Em resposta à retirada unilateral dos Estados Unidos (...), a República Islâmica do Irão anunciará quarta-feira a sua decisão de reduzir os seus compromissos no âmbito do presente acordo", informou hoje aquele responsável governamental citado pela agência.

Além disso, o ministro das Relações Exteriores, Mohamad Yavad Zarif, escreverá uma carta à chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, para anunciar os pormenores técnicos e legais da decisão.

O texto das cartas estará entre os documentos confidenciais do acordo nuclear, mas o seu conteúdo ainda assim será divulgado.

O Irão exige, em particular, o retorno à exportação do seu petróleo, situação impedida pelas sanções norte-americanas após a saída dos EUA do pacto nuclear, em 8 de maio do ano passado.

O Irão diz que adota esta decisão invocando os artigos 26 e 36 do acordo de Viena, que permite não abandonar o pacto, mas ficar em situação de limitação de compromissos.

Depois de se retirar unilateralmente do acordo, Washington impôs novas sanções ao Irão, em agosto e novembro, incluindo medidas que afetam os setores bancário e petrolífero.

A pressão sobre o setor petrolífero aumentou no mês passado, quando Washington decidiu não renovar as isenções para a compra de petróleo cru iraniano por parte de oito países, incluindo grandes importadores, como a China, a Rússia e a Turquia.

Além disso, o Departamento de Estado dos EUA anunciou na sexta-feira a imposição de novas sanções com o objetivo de restringir as restrições ao programa nuclear iraniano.

A Europa adotou uma série de medidas para tentar neutralizar as sanções dos EUA, incluindo um canal de pagamento especial mas, por enquanto, elas não obtiveram sucesso.

Os EUA consideram haver "uma ameaça credível" por parte de Teerão, que justifica a intensificação da sua presença militar na região.

Um comunicado, de domingo à noite, do conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, disse que o porta-aviões USS Abraham Lincoln, e outros navios do grupo de ataque, bem como uma ala de bombardeiros seriam enviados para o Médio Oriente.

"Os Estados Unidos não querem uma guerra com o regime iraniano, mas estamos totalmente preparados para responder a qualquer ataque", disse Bolton.

Um porta-voz do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Keivan Khosravi, descartou os comentários de Bolton, considerando-os "guerra psicológica".

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