Meteorologia

  • 16 OUTUBRO 2018
Tempo
17º
MIN 17º MÁX 17º

Edição

Tribunal egípcio condena líderes da Irmandade Muçulmana a prisão perpétua

Dirigentes do grupo egípcio Irmandade Muçulmana, incluindo o líder, Mohamed Badia, receberam este domingo novas condenações a prisão perpétua, ditadas pelo Tribunal Penal de Guiza (leste do Cairo), por atos de violência ocorridos em 2013.

Tribunal egípcio condena líderes da Irmandade Muçulmana a prisão perpétua
Notícias ao Minuto

20:46 - 12/08/18 por Lusa

Mundo Guiza

A agência de notícias oficial egípcia, MENA, detalhou que entre os condenados estão Esam al Erian, vice-presidente do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana; Mohamed al Beltagui, também membro da direção do partido, e o clérigo islamita Safuat Hegazi.

Todos foram considerados culpados de instigar e cometer atos de violência e terrorismo em julho de 2013, num ataque no leste da capital egípcia, quando morreram cinco civis e um antigo oficial do exército e uma centena de pessoas ficaram feridas.

Os líderes da Irmandade Muçulmana já tinham sido condenados por estas acusações, em setembro de 2014 a cadeia perpétua, pelo mesmo tribunal, mas o processo foi anulado por uma instância superior.

Entretanto, um antigo ministro do executivo da Irmandade Muçulmana, Basem Ouda, foi condenado hoje a 15 anos de prisão, apesar de em primeira instância ter sido condenado a prisão perpétua, segundo a MENA.

Os condenados a cadeia perpétua, que no Egito equivale a 25 anos, foram acusados de formar um grupo criminoso para atacar os cidadãos, resistir às autoridades e providenciar armas e fundos a este grupo, cujos membros não foram identificados pela agência egípcia.

O PLJ confirmou na sua conta na Twitter a condenação perpétua de Badia, que já tinha recebido sentenças parecidas em outros casos contra ele, todos relacionados com a violência que se registou no Egito após o golpe de Estado de 3 de julho de 2013, que afastou Mohamed Morsi.

O ex-Presidente islamita, que chegou ao poder com o apoio da Irmandade Muçulmana, foi destituído pelos militares e os seus seguidores manifestaram-se nas ruas do Egito, enfrentando as forças de segurança semana após semana, até que os protestos foram reprimidos, após vários meses.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório