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Verdes acusam PSD de "tiro ao lado" sobre donativos às vítimas

O partido ecologista "Os Verdes" acusou hoje o PSD de dar "um tiro ao lado" ao questionar o Governo sobre os donativos privados às vítimas dos trágicos incêndios florestais de junho, na região Centro do país.

Verdes acusam PSD de "tiro ao lado" sobre donativos às vítimas
Notícias ao Minuto

17:03 - 07/09/17 por Lusa

Política Incêndios

"Sobre esta matéria, eu não diria que foi um tiro no pé, mas parece-nos que foi um tiro ao lado. De facto, se o PSD, ao levantar a questão dos donativos, pretendia atingir o Governo, acabou por atingir os organismos privados que ainda não prestaram contas sobre os donativos que estão à sua guarda", afirmou o deputado José Luís Ferreira, numa declaração política durante a reunião da comissão permanente da Assembleia da República.

Para o parlamentar ecologista, "como da parte do Governo parece estar tudo esclarecido, foi mais um tiro ao lado por parte do PSD, a somar a outros, como os suicídios ou a divulgação dos números de vítimas mortais".

"É só tiros ao lado", sublinhou.

A vice-presidente do PSD Teresa Morais criticou recentemente o valor "ridiculamente baixo" apurado pelo Governo do PS de donativos privados (1,9 milhões de euros no fundo criado para o efeito e 3,2 milhões de euros já prometidos, mas ainda por depositar).

Louvando o trabalho de bombeiros e outros operacionais, José Luís Ferreira voltou a recordar os "erros do passado" na defesa e gestão da floresta, lamentando "o valor mais elevado da última década" de área ardida (mais de 213 mil hectares) e criticando a cedência "aos interesses da grande indústria das fileiras florestais".

"A estas cedências é necessário somar a extinção do corpo de guardas florestais, a liberalização do eucalipto promovida pelo Governo PSD/CDS, o visível desinvestimento público na floresta, a desresponsabilização do Estado na gestão da floresta, no ordenamento e no combate à desertificação e abandono do mundo rural", continuou.

O deputado do PEV solidarizou-se ainda com as lutas pelos direitos laborais dos trabalhadores da Autoeuropa e da PT/Altice e destacou a "boa notícia" da reposição do transporte ferroviário na Linha do Leste (Elvas/Badajoz).

Os donativos arrecadados para apoiar as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, podem chegar aos 12,5 milhões de euros, segundo dados do Governo, da Fundação Gulbenkian, da Cáritas Portuguesa e da União das Misericórdias.

Nos valores facultados à agência Lusa, o Governo, através do Fundo Revita, tem quase cinco milhões de euros [4.952.836 euros] em termos de adesões assinados [valores prometidos], tendo recebido até agora pouco mais de dois milhões de euros, angariados, nomeadamente, em contas solidárias ou doados por bancos, empresas, associações ou particulares

Em resposta escrita enviada na quarta-feira à Lusa, a Fundação Calouste Gulbenkian indica que tem cerca de 3,6 milhões de euros em donativos para apoiar as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, fundo que vai servir essencialmente para a reconstrução de primeiras habitações.

Já a Cáritas Portuguesa recebeu perto de 1,769 milhões em donativos através de uma conta bancária, enquanto a Cáritas Diocesana de Coimbra tinha também, a 01 de setembro, perto de 479.000 euros na sua conta solidária.

Quanto à União das Misericórdias Portuguesas (UMP), recebeu cerca de 1,6 milhões de euros, tendo usado até à data cerca de 12 mil euros, revelou na quarta-feira o presidente da instituição, garantindo que este valor foi gasto na recuperação de habitações.

Na terça-feira, a secretária de Estado da Segurança Social reiterou que o Governo apenas gere o Fundo Revita [criado para gerir os donativos para apoiar as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande], que tem termos de adesão assinados de quase cinco milhões de euros, dos quais recebeu até hoje pouco mais de dois milhões de euros.

Cláudia Joaquim explicou, na ocasião, que o ministério tem atuado em articulação com a Cáritas Diocesana de Coimbra, com a União das Misericórdias Portuguesas e com a Fundação Calouste Gulbenkian, que agregaram e gerem outros donativos privados.

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