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Raríssimas: Brasil, spas e carros de luxo. Denúncia desapareceu

O mais recente capítulo da investigação da TVI revela novos dados que voltam a pôr em causa a idoneidade da presidente da instituição de solidariedade e segurança social.

Raríssimas: Brasil, spas e carros de luxo. Denúncia desapareceu
Notícias ao Minuto

08:40 - 12/12/17 por Patrícia Martins Carvalho

País Investigação TVI

Paula Brito da Costa continua debaixo de fogo. A investigação da TVI às contas da Associação Raríssimas continua a mostrar a existência de irregularidades financeiras cometidas, alegadamente, pela presidente da associação.

Uma nova denúncia que chegou ontem à TVI, dá conta de que a conduta de Paula Brito da Costa já havia sido denunciada há praticamente um ano.

É indicada a existência de uma carta, datada de 12 de janeiro deste ano, que foi enviada para a Unidade de Desenvolvimento Social do Instituto da Segurança Social e para o Instituto Nacional para a Reabilitação.

Contudo, esta missiva, que foi enviada com aviso de receção, desapareceu por completo, sendo o seu paradeiro desconhecido.

A carta, conta a TVI, foi enviada por Piedade Líbano Monteiro que, em janeiro, era a secretária da Fedra – Federação das Doenças Raras de Portugal e cuja presidente é também Paula Brito da Costa.

Piedade denunciava a existência de viagens pagas pela Federação cuja natureza nada tinha que ver com os trabalhos de solidariedade.

“Defendemos a dignidade e a transparência acima de tudo, principalmente porque somos uma instituição de solidariedade social. De facto, permanece por explicar despesas com viagens e estadia no estrangeiro da presidente da Associação Raríssimas e para as quais não me sinto apta a dar parecer favorável”, escreveu Piedade Líbano Monteiro na missiva citada pela TVI.

Em causa estará uma viagem de Paula Brito da Costa e do marido ao Brasil que terá sido paga pela Fedra. As despesas “por explicar” incluem ainda o aluguer de uma viatura de luxo, um BMW S20, e ainda quase 400 euros gastos num spa.

A carta desapareceu, mas o registo dos correios garante que a missiva foi entregue no seu destinatário. Por esclarecer está, para já, aquele que é o paradeiro da denúncia feita há quase um ano.

Ministro teve cargo social na Raríssimas

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, que, refere o jornal Público foi vice-presidente da Assembleia-geral da Raríssimas entre 2013 e 2015, falou ontem sobre o tema.

Em conferência de imprensa, o governante assegurou não ter tido conhecimento do sucedido até os dias que antecederam a transmissão da reportagem.

“Não é verdade que eu próprio ou os serviços do ministério tenham tido conhecimento destas denúncias de gestão danosa, nem em agosto, nem em outubro", garantiu o governante, que revelou já ter solicitado, “com carácter de urgência”, a realização de uma “inspeção global à instituição em causa”.

Além desta inspeção, está também já a decorrer uma investigação por parte do Ministério Público para apurar a veracidade de uma denúncia anónima que dá conta da existência de irregularidades na gestão financeira da Raríssimas e do uso indevido de dinheiros da associação por parte de Paula Brito da Costa.

Quem também assegura não ter tido conhecimento das irregularidades, até à transmissão da reportagem da TVI, é Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente garantiu que só ficou a par da situação depois de ter visto a peça jornalística assinada por Ana Leal e defendeu que “faz todo o sentido que seja feita uma investigação rigorosa, completa, e exaustiva" às alegadas irregularidades cometidas por Paula Brito da Costa. 

Tal como uma andorinha não faz a primavera, uma associação não é reflexo das outras

O alarme social que a investigação da TVI está a causar está a levar vários responsáveis a pedirem calma à população para que seja evitado um julgamento generalizado em praça pública.

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, afirmou que “um caso que corre mal faz parte da vida”, mas que tal não pode ser sinónimo de generalização das instituições de solidariedade social.

Outra ministra que já se pronunciou sobre o tema foi Francisca Van Dunem. A governante com a pasta da Justiça defendeu que é “sempre possível fazer mais”, referindo-se a um maior “controlo” e “rigor” na fiscalização dos dinheiros públicos que são atribuídos a instituições desta natureza.

Portugueses indignados querem 'cabeças a rolar'

Quase 10 mil portugueses já assinaram uma petição que exige a demissão de Paula Brito e Costa da presidência da Associação Raríssimas e da Federação das Doenças Raras de Portugal.

O texto, que é curto, mas pesado, é escrito por uma cidadã que frisa ser inadmissível que a visada na investigação da TVI continue a exercer os respetivos cargos. Por esta razão, a petição pede que a mesma seja demitida para que se possam apurar os factos relevantes à conclusão da investigação.

A petição, que foi criada na segunda-feira, já tem, às 08h20 desta terça-feira, 9.430 assinaturas. Recorde-se que bastam 1.000 assinaturas para que a petição seja publicada no Diário da Assembleia da República e 4 mil para que a mesma seja apreciada em plenário da Assembleia.

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