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"O nosso país ainda não está preparado" para enfrentar incêndios

O investigador Xavier Viegas considerou hoje incompreensível que existam municípios sem Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios aprovados e defendeu a responsabilização dos autarcas.

"O nosso país ainda não está preparado" para enfrentar incêndios
Notícias ao Minuto

15:35 - 07/12/17 por Lusa

País Xavier Viegas

"Não é compreensível que existam autarquias que não respeitam a lei e não fazem o seu trabalho", sublinhou o diretor do Centro Estudos de Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, a propósito de um parecer jurídico, citado hoje na comunicação social, que desresponsabiliza a Ascendi e a EDP nos incêndios de Pedrógão Grande.

No seminário "As lições de Pedrógão Grande", que decorre hoje em Coimbra, promovido pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, Xavier Viegas disse que "um plano pode ter o valor que tem, mas pelo menos representa que alguém se dedicou a pensar no problema e a colocar algumas linhas para ver como esse problema se pode minimizar ou resolver".

"Não havendo esse plano, obviamente muita coisa falha e, neste caso, perante a lei", disse o investigador, que defende alterações na legislação para se ultrapassar situações como a das limpezas junto das rodovias e das linhas elétricas.

O diretor do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais considera que "não faz sentido que tenha de figurar no plano a obrigatoriedade de limpar estruturas como linhas elétricas e redes viárias, porque elas estão lá e não saem de um ano para outro".

Em declarações aos jornalistas, Xavier Viegas frisou que as condições climáticas como as que se verificaram nos incêndios de 17 de junho e 15 de outubro tendem a repetir-se cada vez com mais frequência.

"Neste momento, o nosso país ainda não está preparado. Se hoje ou amanhã tivermos as mesmas circunstâncias que tivemos em junho e outubro, que foram circunstâncias excecionais, tenho receio de que continuemos a ter muitas casas não devidamente salvaguardadas, muitas aldeias não devidamente preparadas e muitas comunidades que não estão ainda defendidas para eventos destes", sublinhou.

Para o investigador, "é necessário que o país aprenda, porque não se pode aceitar que as consequências sejam as mesmas" daqueles dois incêndios, que causaram mais de 110 mortes.

O seminário "As Lições de Pedrógão Grande" pretende analisar os acontecimentos relacionados com os incêndios de Pedrógão Grande e concelhos limítrofes, e discutir o relatório técnico elaborado pela equipa liderada pelo investigador Xavier Viegas.

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