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México: Também em 1985 procuraram criança que não existia nos escombros

No sismo que abalou o México há 32 anos, correu mundo a história de um menino de nove anos que teria ficado preso com vida nos escombros. Mas ‘Monchito’, que as equipas de resgate procuraram durante cinco dias, nunca foi encontrado e pensa-se que nunca terá existido.

México: Também em 1985 procuraram criança que não existia nos escombros
Notícias ao Minuto

10:54 - 22/09/17 por Goreti Pera 

Mundo Sismo

Frida Sofia, que inicialmente se dizia ter oito anos e que mais tarde foi apontada como uma criança de 12 anos, tornou-se notícia em todo o mundo nos últimos dias. Foi dada como sobrevivente do sismo no México e o seu resgate com vida como sendo a prioridade de várias equipas de resgate.

Esta quinta-feira, o caso caiu por terra. Enrique Sarmiento Beltrán, sub-secretário da Marinha mexicana, garantiu ter a certeza de que esta versão dos acontecimentos não é real e de que não há registo de nenhuma criança a quem tenha sido dado tal nome.

Provou-se, assim, que a história tende a repetir-se. Também após o sismo de 19 de setembro de 1985, do qual resultou a morte de 10 mil pessoas, correu mundo um relato semelhante. O protagonista era Luis Ramón Nafarrete Maldonado, conhecido como ‘Monchito’.

O alerta foi dado pelo pai, que, 13 dias após o terramoto, gritava com certeza: “O meu filho está vivo, é um milagre de Deus”. E assim se mobilizaram equipas de resgate formadas por bombeiros, voluntários, Cruz Vermelha e outros operacionais de todo o mundo.

A prioridade era, à semelhança do caso mais recente, resgatar o menino de nove anos dos escombros. Dizia-se que ‘Monchito’ tinha ficado soterrado com o avô e que teria dado provas de vida através de ruídos.

À primeira indicação “Bate se estiveres vivo” ouviu-se um golpe. E à segunda “Bate uma vez se fores adulto e duas se fores criança” ouviram-se dois golpes, que foram encarados como a evidência de que ‘Monchito’ estaria ali e de que era um sobrevivente.

Segundo recorda o El Confidencial, cinco dias depois, as equipas de resgate conseguiram alcançar o local onde se esperava que o menino permanecesse, mas apenas encontraram o corpo do avô. De ‘Monchito’ não havia sinal. “Nem certeza de vida, nem de morte”, disse na altura um engenheiro argentino. Carlos Marbrán salientou o facto de não haver odor nem moscas, explicando que provavelmente nunca houve vida naquele local em momento algum.

Desde então, passaram-se 32 anos. No local onde ruiu o suposto quarto de ‘Monchito’ também não foi encontrado rasto do menino. E o que prevalece é a desconfiança de que a criança de nove anos não só nunca esteve soterrada como nunca existiu.

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