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Superstição. Abelhas de Isabel II já foram informadas da morte da rainha

Parece bizarro, mas a tradição tem vários séculos e já foi popular na Europa e EUA.

Notícias ao Minuto

10:48 - 20/09/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Rainha Isabel II

"A Rainha morreu, mas não vão embora". Foi com esta frase que o apicultor real John Chapple, de 79 anos, informou as milhares de abelhas criadas nos jardins do Palácio de Buckingham da morte de Isabel II, uma superstição mantida há séculos na monarquia do Reino Unido.

Antes de dar a notícia aos insetos, o apicultor amarrou uma faixa preta em volta de cada uma das cinco colmeias do Palácio e rezou. De seguida, de uma forma serena e com leves toques nas casas das abelhas, comunicou a morte da Rainha.

Ao Mail Online, John Chapple justificou o ato: "A Rainha era a mestre destas abelhas. Se alguém importante para nós morre, queremos saber, não é?".

A tradição foi também cumprida na residência oficial de Clarence, onde há duas colmeias. No total, foram avisadas da morte da monarca mais de 20 mil abelhas. Se fosse no verão seriam mais de um milhão.


Tradição já foi popular um pouco por toda a Europa

Apesar de parecer uma tradição algo bizarra, a verdade é que contar às abelhas da morte de alguém importante já foi uma prática popular um pouco por toda da Europa e até nos EUA - não só na realeza.

Nos séculos XVIII e XIX também os agricultores do Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, França e Suíça cumpriam este costume e anunciavam não só mortes como também nascimentos.

Apesar de não se saber a origem desta superstição – que se acredita que se não for cumprida pode trazer graves consequências -, um poema de 1858 do escritor John Greenleaf Whittier já falava desta prática. Em 'Telling the bees' ('Contar às abelhas', em português), o autor descreveu este "ritual folclórico" como um ato de "educar os inconscientes".

Já em 1886, um livro sobre abelhas, do apicultor Charles Fitzgerald Gambier Jenyns, dizia que a notícia tinha de ser dada a cada uma das colmeias, separadamente, e à meia-noite. Outros escritores, como Tammy Horn, acrescentavam ainda que esta devia ser cantada e com palavras que rimassem.

Há quem diga que a prática pode ter origem na mitologia celta, onde a presença de uma abelha após uma morte significava que a alma estava a deixar o corpo naquele preciso momento.

Leia Também: Foi picado mais de 20.000 vezes por abelhas e ingeriu cerca de 30 insetos

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