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Pelo menos 18 civis mortos na RDCongo em rusga de rebeldes ugandeses

Pelo menos 18 pessoas morreram na noite de quarta-feira numa rusga atribuída ao grupo rebelde ugandês Forças Democráticas Aliadas (ADF) na província de Kivu Norte, no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), anunciaram hoje fontes locais.

Pelo menos 18 civis mortos na RDCongo em rusga de rebeldes ugandeses
Notícias ao Minuto

15:20 - 21/10/21 por Lusa

Mundo RDCongo

O ataque ocorreu pelas 20:00 locais (mesma hora em Lisboa) em três aldeias localizadas no setor de Rwenzori: Kalembo, Toya e Mayele.

"É no centro de Kalembo que os assaltantes cometeram, de facto, o seu crime. Ali mataram mais pessoas. Esta manhã contámos 18 corpos de civis", afirmou o chefe do setor de Rwenzori, Bozi Sindiwako, à agência noticiosa Efe.

O responsável acrescentou que a maioria dos mortos são agricultores e que o ataque ocorreu quando as pessoas "já estavam em casa, depois do seu trabalho nos campos".

Sindiwako estima que o número de vítimas aumente "porque o ataque demorou e vários aldeões ainda estão em paradeiro desconhecido".

"Foram, provavelmente, sequestrados pelos atacantes, que os levaram para o mato", disse, apontando que as Forças Armadas congolesas já foram destacadas para esse local.

Na terça-feira, os rebeldes deste grupo armado realizaram um ataque em território Irumu, na província vizinha de Ituri, provocando a morte de pelo menos seis civis.

Tanto Kivu Norte como Ituri estão em estado de sítio e sob administração militar desde final de abril, em resposta à crescente violência no nordeste do país.

Em meados de setembro, a Human Rights Watch (HRW) alertou que pelo menos 672 civis tinham sido assassinados por grupos armados e 67 pelo Exército nestas duas províncias, citando dados do Barómetro de Segurança de Kivu (KST, em inglês).

As ADF iniciaram a sua violenta campanha em 1996 no Uganda ocidental contra o regime do Presidente do Uganda, Yoweri Museveni - a quem acusaram de ser anti-muçulmano -, até o Exército forçar a sua retirada para a fronteira com a RDCongo.

A partir daí, fizeram incursões em território congolês, tendo aumentado a sua frequência, aproveitando uma geografia montanhosa que lhes permite esconder-se das operações militares e da missão das Nações Unidas no país (Monusco), que enviou mais de 15.000 soldados.

As autoridades congolesas consideram as ADF como um dos mais violentos grupos armados no leste da RDCongo.

Em 11 de março, os Estados Unidos colocaram este grupo armado entre os "grupos terroristas" filiados ao grupo Estado Islâmico (EI).

De acordo com um relatório recente publicado pelo KST, cerca de 120 grupos armados continuam ativos no leste da RDCongo, espalhados pelas províncias do Kivu Norte, Kivu Sul, Ituri e Tanganica.

Leia Também: RDCongo capturou soldados ruandeses que atravessaram fronteira

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