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‘Operação Liberdade’ levou o povo à rua. Que solução para a Venezuela?

A tentativa de golpe de estado liderada por Juan Guaidó na Venezuela prossegue.

‘Operação Liberdade’ levou o povo à rua. Que solução para a Venezuela?

A Venezuela viveu, esta terça-feira, uma revolução nas suas ruas.

Os apoiantes do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó tomaram de assalto as ruas de Caracas, após um apelo do próprio, com o objetivo de pôr fim ao regime de Nicolás Maduro.

A 'Operação Liberdade' saiu às ruas após a libertação do líder da oposição Leopoldo López. 

Estes foram os momentos mais marcantes de um dia que volta a provar a crise que se vive na Venezuela, e cujo fim parece nunca mais chegar.

23h56: O grupo de Lima pede respeito pela integridade de todos os membros da Assembleia Venezuelana. Em comunicado, pede-se o "pleno respeito pela vida, integridade e liberdade de todos os venezuelanos e, em particular, de todos os membro da Assembleia Nacional, e de todos os líderes das forças políticas democráticas, e ainda a libertação imediata de todos os presos políticos". 

23h52: Segundo a NTN24, dezenas de pessoas mantêm-se na praça Francia de Altamira, onde se registam, ainda, confrontos entre manifestantes e forças policiais. 

23h48: Estava agendada para as 23h, em Portugal Continental, uma comunicação de Juan Guaidó. No Twitter, deputados da oposição dizem que estará para “breve”.

23h45: A dirigente da oposição venezuelana Maria Corina Machado, líder do partido Vem Venezuela, já chegou à Praça de Altamira (no leste da capital) onde se juntou a uma concentração de apoio ao autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó. Aqui disse que "cheira a liberdade".

23h08: Sobe o número de feridos. Pelo menos 69 pessoas ficaram feridas nos protestos registados hoje em Caracas depois da ação de força desencadeada pelo autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido como tal por 50 países, anunciaram fontes médico-sanitárias.

22h47: O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou em entrevista à CNN, que Maduro se preparava para sair da Venezuela, mas terá sido dissuadido pelos russos.

Relembrando que ainda "ninguém viu Maduro hoje", Pompeo revelou que havia "um avião na pista pronto a partir", mas que terão sido os russos a convencer o ainda presidente veenzuelanoa permanecer no país. Este iria rumar a Cuba.

22h21: Donald Trump voltou a recorrer ao Twitter desta vez para deixar um ultimato. O presidente dos Estados Unidos garante que se os militares cubanos não cessarem as suas operações, "que visam causar a morte e a destruição da Constituição Venezuelana", que irá aplicar sanções sobre a ilha. Com este aviso, Trump espera que os soldados retornem, de forma pacífica, para a sua ilha.

22h05: O Governo de Maduro cancelou  as emissões da rádio RCR e das televisões CNN Internacional e BBC Mundo, segundo denunciam os próprios meios de comunicação social e os seus sindicatos. A Comissão Nacional de Telecomunicações mandou cancelar a transmissão da Radio Caracas (RCR), radio que era emitida há 89 anos sem interrupções, refere o El Mundo.

22h01: Federica Mogherini, a Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, afirmou, em comunicado, que "a UE está a acompanhar os acontecimentos na Venezuela, e reafirma que só se pode chegar a uma solução política, pacífica e democrática para ultrapassar as diversas crises que se vivem no país".

21h28: Novas deserções na Guarda Nacional: Pelo menos 25 militares venezuelanos, todos de baixos cargos, deslocaram-se à embaixada do Brasil, em Caracas, para pedir asilo, avança a Efe.

21h22: O diretor clínico de Salud Chacao afirmou que deram entrada 50 pessoas feridas neste centro médico. Trinta dos feridos foram atingidos com balas de borracha; 16 apresentavam traumas corporais; três apresentavam dificuldades respiratórios e uma vítima foi baleada com uma arma de fogo.

20h19: O líder da oposição venezuelana, Leopoldo Lopez, refugiou-se na embaixada do Chile, em Caracas. 

20h17: PS considerou hoje que o regime venezuelano atingiu já há bastante tempo uma situação de não retorno à normalidade e que o Presidente Nicolás Maduro deve sair já de cena.

"A situação na Venezuela tem vindo a agravar-se há já bastante tempo, sem retorno. A autoproclamação de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, com um mandato de preparar eleições livres, justas e transparentes - como foi reconhecido pelo Governo português e pela União Europeia - é a única forma de evitar um confronto", defendeu Paulo Pisco.

20h12: O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, confirmou a informação já avançada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de que não existem portugueses feridos nos conflitos vividos, esta terça-feira, na Venezuela.

"Os portugueses encontram-se bem, longe de qualquer perigo", garantiu, em conferência de imprensa, referindo que tem estado em contacto permanente com os mesmos.

"Conseguimos falar com 25 grupos de Whatsapp que cobrem todo o território da Venezuela e reportaram que há uma grande expectativa com o que se vive no país, encontram-se bem, e não têm situações de violência a reportar", afirmou.

 20h09: Jornalistas da imprensa nacional, nomeadamente da Venevisión e da Televen, terão sido agredidos na praça de Francia de Altamira por manifestantes, que aí os cercaram.  

19h57: Cerca de meia centena de luso-venezuelanos concentraram-se hoje no Largo do Município, na cidade do Funchal, na Madeira, para manifestar o apoio ao autoproclamado Presidente interino Juan Gaidó e à reposição da democracia na Venezuela. 

"Achamos que era importante fazer qualquer coisa para dar força às pessoas que estão lá [Venezuela] e transmitir, desde cá, o sentimento da liberdade e da democracia que todos queremos para a Venezuela", disse à comunicação social um dos organizadores da concentração.

19h45: O Conselheiro de Segurança de Donald Trump protagonizou uma conferência de imprensa onde afirmou que o EUA estão do lado de Juan Guaidó mas que querem uma mudança de poder "pacífica".

"Vemos isto como um momento positivo no esforço do povo venezuelano para  reconquistar a sua liberdade", começou por afirmar, referindo logo em seguida que apesar da "muita especulação e dos muitos comentários" que têm sido feitos, o mais importante é que "as pessoas do regime se empenhem para uma transferência pacífica do poder". 

Notícias ao MinutoJohn Bolton© Reuters

John Bolton considerou também que "todos concordam que Nicolás Maduro tem de sair" e anteviu que ainda esta tarde "outras forças se juntem a Guaidó".

19h39. Donald Trump já reagiu à crise na Venezuela através da sua conta de Twitter. O presidente dos EUA afirma que está atento à situação no país, situação que está a "acompanhar de perto".

"Os EUA estão do lado do povo venezuelano e da sua liberdade", escreveu.

19h19: A Comissão Interamericana para os Direitos Humanos reuniu-se de forma urgente para analisar a situação na Venezuela. 

"Perante a presença de coletivos armados nas ruas, a proteção da vida humana torna-se uma prioridade, bem como a liberdade de manifestação", declarou o organismo lembrando que condena "todas as formas de violência".  

19h11: Uma jovem manifestante foi atingida por uma bala no abdómen na sequência dos disparos efetuados junto ao Ministério dos Transportes. 

19h02: O embaixador da Venezuela em Espanha, Maria Isea, assegura que o movimento iniciado por Juan Guaidó em Caracas é uma "ação falhada" e que "todas" as bases militares são fiéis ao Governo. Em declarações à Efe, afirmou que o presidente interino agiu acompanhado por um "reduzido grupo de militares de baixos cargos".  

18h56: Fechado espaço aéreo da Venezuela

18h50: Guaidó lidera marcha de manifestantes que se dirige a oeste de Caracas, onde pretende exigir o fim definitivo do regime de Maduro.

18h47: Catarina Martins defendeu a posição assumida por António Guterres e o Papa Francisco, apelando para que se consiga uma solução pacífica para o conflito vivido na Venezuela.

"Em vez de se tomar partidos, precisamos que os lados da Venezuela tenha essa vontade de pôr à frente  interesse do povo", afirmou, mostrando-se preocupada com o "escalar" de violência a que se assiste no país.

18h35: O representante de Juan Guaidó em Washington, Carlos Vecchio, afirma que o que se passa hoje na Venezuela "não é um golpe de Estado" mas sim um "processo democrático".

"Vêm aí novos tempos, este é o início do fim (...) O pedido é para que permaneçam nas ruas" afirmou, embora admita a dificuldade que as pessoas estão a ter para se manterem informadas devido à censura imposta pelo Governo de Nicolás Maduro.

18h30: Rui Rio defendeu a queda do regime de Maduro. O líder do PSD considera a situação atual da Venezuela insustentável e diz esperar que o golpe militar a que estamos a assistir surta efeito para que se possam realizar eleições democráticas no país.

18h08: Venezuelanos com acesso restrito à internet. O serviço de internet nacional estará a restringir o acesso a certas páginas, como o YouTube e a Google, noticia a AP. Também o acesso a redes sociais como o Facebok e o Twitter estará mais limitado esta terça-feira, depois de Guaidó ter declarado que lutará pelo fim do regime de Nicolás Maduro.

18h04: O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirma que não há até ao momento registo de feridos portugueses nos conflitos. O ministro apelou aos portugueses residentes na Venezuela que "tomem as medidas de segurança indispensáveis nestas ocasiões" e garantiu que já foram "pré-ativados os mecanismos de apoio à nossa disposição" para apoiá-los, incluindo medidas que promovam o seu regresso, se assim o desejarem.

17h46: Continua o jogo de contra-informação dos dois lados. Ministro da Defesa, Vladimir Padrino, surgiu na televisão estatal para dizer que a "tentativa de golpe de estado" está a ser derrotada e que a maioria das forças rebeldes já saíram das ruas. O responsável das forças armadas surgiu rodeado por responsáveis das forças de segurança. "É uma oposição que não tem um senso de patriotismo, é uma oposição anti-democrática", afirmou Vladimir Padrino.

17h41: A eurodeputada socialista Ana Gomes sublinha que gostava de ver Maduro "fugir, sem causar mais derramamento de sangue". 

17h35: O autoproclamado presidente interino Juan Guaidó afirma que já conversou com os seus aliados da comunidade internacional. "Temos o seu apoio firme a este processo irreversível de mudança no nosso país", escreveu Guaidó no Twitter. 

17h32: ONU pede que se evite a violência na Venezuela, notícia a AFP. 

17h24: O El Mundo adianta que mais de uma centena de militares venezuelanos exilados juntaram-se no lado colombiano da ponte internacional Simón Bolívar, em Cúcuta, para apoiarem Juan Guaidó.

17h19: A Rússia acusa a oposição venezuelana de estar a alimentar o conflito no país e pede que se iniciem negociações para que seja evitado um banho de sangue, noticia a AFP. "A oposição radical na Venezuela voltou a utilizar métodos duros de confrontação", pode ler-se num comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. 

17h16: Uma clínica de Caracas confirmou ao El Mundo que recebeu os primeiros feridos na sequência de disparos de balas. 

17h02: Veículo blindado dos militares leais a Maduro atropela apoiantes de Juan Guaidó. Imagens que chegam da Venezual mostram o momento em que blindados das Guarda Nacional venezuelana, que está do lado de Maduro, atropelam apoiantes de Juan Guaidó que se manifestavam e que atiravam pedras contra estes veículos blindados. Alertamos que as imagens podem ferir a susceptibilidade dos leitores mais sensíveis.

16h51: O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, acredita que os Estados Unidos subornaram um dos guardas que vigiavam Leopoldo López para que este fosse libertado pela oposição ao regime de Maduro. Numa entrevista por telefone à Associated Press, Arreaza salienta que a revolta será contida em breve e referiu que Maduro está a monitorizar a situação no centro de comando no palácio de Miraflores. 

16h43: Os meios de informação venezuelanos já falam em 13 feridos em Caracas na sequência dos confrontos entre as forças militares fiéis a Maduro e os militares e civis que apoiam Guaidó.

16h37: Chile e Peru expressam apoio a Juan Guaidó. O grupo de Lima está a seguir com atenção os desenvolvimentos na Venezuela. 

16h30: O México pede uma "solução pacífica" para a situação na Venezuela. O presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador apela ao diálogo e pede que sejam respeitados os direitos humanos.

16h26: O eurodeputado do PSD Paulo Rangel reagiu via Twitter. Rangel considera que este é "o momento da Venezuela" e apela ao apoio às "forças da liberdade contra a repressão de Maduro". 

16h19: Os militares que apoiam Juan Guaidó estão a usar fitas e lenços azuis, uma forma de identificar todos os que se uniram contra o regime de Maduro

16:09: Bolsonaro pronuncia-se sobre a revolta na Venezuela no Twitter. "O Brasil está solidário com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos", pode ler-se no tweet do presidente brasileiro. 

16h05: Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, diz que o golpe de estado na Venezuela pode ficar em "águas de bacalhau"

16h01: Os perfis de Nicolás Maduro, o presidente venezuelano, e de Juan Guaidó, o autoproclamado presidente interino.

15h57: Jair Bolsonaro convocou uma reunião de emergência para discutir a situação na Venezuela

15h48: Fundador da Blackwater, uma empresa de segurança privada, tem tentado avançar com um plano nos últimos meses para derrubar o presidente Nicolás Maduro, avança a Reuters. Erik Prince procurou investimento de influentes apoiantes de Donald Trump e de ricos exilados venezuelanos. O plano de Prince seria enviar cinco mil mercenários para a Venezuela para apoiarem Juan Guaidó. A Casa Branca recusou comentar se este plano chegou a ser apresentado à administração Trump.

15h40: Juan Guaidó de megafone na mão fala para o povo venezuelano. Reforça apelo aos venezuelanos para se juntarem à revolta popular, acrescentando que o movimento que lidera vai manter-se firme nesta tentativa de golpe de estado. "Os soldados estão aqui para defenderem o povo", realçou Guaidó. O autoproclamado presidente interino disse que os paramilitares estão a prejudicar esta tentativa de golpe.

15h22: A libertação de Leopoldo López foi o rastilho para esta tentativa de golpe de estado. O ativista estava em prisão domiciliária, depois de ter sido condenado a 14 anos de prisão em 2015. No vídeo que Guaidó publicou no Twitter e no qual apelou ao povo para sair às ruas e derrubar Maduro, já Leopoldo López se encontrava ao seu lado.

15h11: Primeira reação de Nicolás Maduro. No seu Twitter, o presidente venezuelano assegura ter falado com os comandantes das forças armadas, que lhe manifestaram "a sua total lealdade ao Povo, à Constituição e à Pátria. Apelo à máxima mobilização popular para garantir a vitória da Paz".

15h09: Argentina saúde libertação de Leopoldo López e demonstra apoio ao povo venezuelano, uma posição partilhada pelo Panamá

14h59: Um número crescente de pessoas está a juntar-se na entrada da base aérea de La Carlota. No interior estão forças leais a Nicolás Maduro.

14h50: O opositor Leopoldo López assegura que o grupo de políticos e militares que se revoltou esta manhã contra o regime de Maduro está em contacto com altos dirigentes do governo venezuelano, refere o El Mundo.

14h41: O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, já manifestou "apoio total" da administração Trump ao povo da Venezuela e à sua reinvindicação de liberdade e democracia". Já John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, apelou às forças armadas venezuelanas para "defenderem as instituições legítimas contra a usurpação da democracia", de acordo com a agência Efe.

14h34: As imagens dos disparos que tinham sido relatados junto à base de La Carlota, que sinalizaram os primeiros confrontos entre os militares de Guaidó e as forças leais a Maduro, foram captadas pela estação televisiva NTN24. Os soldados de Maduro dispararam na direção dos militares e civis que apoiam Guaidó, e que podem ser vistos a baixarem-se para se protegerem.

14h34: Acesso às redes sociais na Venezuela está restrito, adianta a organização não-governamental NetBlocks.

Juan Guaidó publicou um vídeo no Twitter a apelar à revolta do povo venezuelano contra o regime de Nicolás Maduro. O autoproclamado presidente interino anunciou contar com o apoio das forças armadas, algo que foi negado pelo governo. Primeiro pelo ministro da Informação, Jorge Rodriguez, e depois pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino. O governo disse que estava a tentar "desativar um grupo de militares traidores". 

Juan Guaidó e Leopoldo López, ativista venezuelano que foi libertado durante a madrugada, acompanhados de vários militares passaram grande parte da manhã junto à base aérea de La Carlota, em Caracas, o epicentro desta tentativa de golpe de estado, e onde foram relatados disparos

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