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Libertação de Leopoldo López deu início aos incidentes na Venezuela

Os acontecimentos de hoje na Venezuela tiveram como ponto de partida a libertação do oposicionista Leopoldo López, que cumpria uma pena de quase 14 anos em prisão domiciliária, segundo relatos do pai do político venezuelano.

Libertação de Leopoldo López deu início aos incidentes na Venezuela

Leopoldo López recebeu um "indulto presidencial" do autoproclamado Presidente interino Juan Guaidó, reconhecido por algumas dezenas de países, de acordo com as declarações do pai de López, feitas por telefone a partir de Boston, nos Estados Unidos, à agência de notícias espanhola EFE.

"Hoje, começa a operação liberdade em toda a Venezuela" para "acabar com a usurpação" de (Presidente venezuelano) Nicolás Maduro, segundo o pai do opositor.

O pai de Leopoldo López referiu que o filho foi libertado por militares e que se dirigiu para a base militar La Carlota, a leste de Caracas, ao lado de Juan Guaidó.

Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular (VP), entregou-se às autoridades venezuelanas a 18 de fevereiro de 2014, depois de um tribunal de Caracas ordenar a sua prisão por instigar a violência, por ser uma das pessoas que convocaram uma manifestação que terminou com três mortos e dezenas de feridos seis dias antes.

López foi para uma prisão militar acusado dos delitos de instigação pública, associação criminosa, danos à propriedade e incêndio e acabou condenado em setembro de 2015 a quase 14 anos de prisão, que cumpria atualmente em prisão domiciliária.

Juan Guaidó anunciou hoje que os militares deram "finalmente e de vez o passo" para o acompanhar e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

"O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje", disse Guaidó num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual está acompanhado por um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas, convocando ainda os venezuelanos a irem para as ruas.

O Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou, por seu lado, que está a enfrentar um golpe de Estado, de "um reduzido grupo de militares traidores" que estão a ser neutralizados.

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