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Portos nacionais registam tráfego mais elevado de sempre até julho

O volume de tráfego portuário nos portos comerciais do continente atingiu entre janeiro e julho o valor mais elevado de sempre, chegando às 57 milhões de toneladas, mais 7,1% do que em igual período de 2016.

Portos nacionais registam tráfego mais elevado de sempre até julho
Notícias ao Minuto

10:31 - 18/09/17 por Lusa

Economia AMT

Segundo o relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), esta marca foi atingida nos portos de Leixões, Aveiro, Figueira da Foz e Sines.

"Sendo o desempenho do sistema portuário, o resultado da conjunção do comportamento distinto dos vários portos e do confronto de variações positivas e variações negativas, é importante sublinhar que no período em análise as cerca de 3,8 milhões de toneladas movimentadas a mais do que no período homólogo de 2016, resultaram de variações positivas dos portos de Leixões (7,4%), Aveiro (21,8%), Figueira da Foz (6,4%), Lisboa (26,8%) e Sines (5,1%)", refere.

Estas subidas, continua, "anularam as variações negativas registadas em Viana do Castelo (-4,9%), Setúbal (-10,3%) e Faro (-64,9%)"

Dos contributos mais importantes para se atingir o volume de carga apurado neste período, o relatório da AMT destaca o do porto de Lisboa, que para além da variação percentual de 26,8%, também em valor absoluto regista o acréscimo mais elevado, com cerca de 1,5 milhões de toneladas, a par de Sines que registou igualmente um acréscimo de 1,5 milhões de toneladas (mas inferior a Lisboa em duas mil toneladas).

Para explicar a variação global importa ainda referir o acréscimo de 774,2 mil toneladas observado em Leixões, de 552,3 mil toneladas registado em Aveiro e 74,7 mil toneladas na Figueira da Foz.

Já a variação negativa com maior expressão ocorreu no porto de Setúbal, que movimentou menos 470 mil toneladas do que período homólogo de 2016.

A AMT recorda, no entanto, que o comportamento do porto de Lisboa é condicionado pela diminuição de tráfego verificada em 2016, nomeadamente por efeito das greves dos trabalhadores portuários, que induzirá um efeito de crescimento do tráfego de 2017.

O comportamento do porto de Sines é também condicionado pelo acréscimo extraordinário de tráfego em 2016 por efeito da operação de transbordo de Petróleo Bruto com destino a Leixões, que constituirá uma barreira ao seu crescimento durante o ano de 2017, sinaliza.

O porto de Faro reflete os efeitos da suspensão da atividade da CIMPOR em junho de 2016, tendo a sua retoma, que foi iniciada em dezembro, vindo a concretizar-se com muita irregularidade e níveis baixos de utilização do porto, acrescenta.

A liderança do porto de Sines mantém-se com uma quota de 52,9% do total da carga movimentada, inferior em um ponto percentual à que detinha no período homólogo de 2016.

Seguem-se Leixões com uma quota de 19,7%, Lisboa com 12,2%, recuperando 1,9 pontos percentuais, e Setúbal, com uma quota de 7,2%, refletindo um recuo de 1,4 pontos percentuais, face ao período homólogo de 2016.

Em relação ao movimento de navios nas várias tipologias, incluindo os navios de cruzeiro, observado nos portos comerciais do continente, a AMT diz que se caracteriza por 6.417 escalas de navios que representaram uma arqueação bruta (GT) de cerca de 118,7 milhões, valores estes que representam, respetivamente, acréscimos de 2,3% e de 6,6%, face aos registados no período homólogo de 2016.

"O volume de GT constitui o valor mais elevado de sempre registado nos períodos homólogos, por efeito de idêntica circunstância verificada nos portos de Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal, após acréscimos de 22,3%, 10,4% e 27%, respetivamente", refere.

Sublinha-se o facto de todos os portos, com exceção de Sines e Faro, terem registado acréscimos no volume de GT dos navios que os escalaram, sendo que relativamente ao número de escalas efetuadas se constata ter havido quebras nos portos de Douro e Leixões (-2,8%), Setúbal (-0,9%), Sines (-7,8%) e Faro (-58,1%).

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