'Saúde' da CGD nas mãos do ex-ministro Paulo Macedo

Paulo Macedo será o homem escolhido para dar continuidade ao plano delineado por António Domingues e aprovado pelas entidades europeias. Depois de uma primeira rejeição, as dificuldades convenceram o gestor a aceitar o convite.

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Gestor de gema, Paulo Macedo destacou-se no serviço público em funções bem menos financeiras do que a formação sugeria. No governo da coligação PSD/CDS-PP, serviu como Ministro da Saúde numa época de austeridade, que desafiou constantemente a sustentabilidade do seu trabalho com cortes e reduções de investimento. 

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A experiência no governo serviu para colocar Macedo no centro das atenções e parecem ter convencido António Costa e Mário Centeno a escolher o antigo ministro da saúde como futuro presidente da Caixa Geral de Depósitos, para tentar resolver o enorme caos provocado pela curta passagem de António Domingues no banco público. 

Uma fonte anónima confirmou à agência Lusa a aproximação entre o atual Governo e Paulo Macedo, noticiada originalmente pelo Jornal de Negócios. Após uma rejeição inicial em assumir a liderança do banco público, "Paulo Macedo terá sido sensível às dificuldades do Governo em encontrar um substituto para Domingues" revela o jornal de economia. 

Menos de uma semana depois do pedido de demissão do agora ex-presidente, o Governo socialista parece ter cumprido o prazo assumido por António Costa para encontrar um novo líder, cujo nome deverá ser enviado ao Banco Central Europeu ainda hoje. 

O Ministério das Finanças estará já a trabalhar com Macedo para tentar formar uma administração renovada para a Caixa Geral de Depósitos, fechando a página de uma polémica que fez correr muita tinta e levou sete gestores de topo a 'bater com a porta' e a assumir uma posição de oposição ao estatuto dos gestores públicos. 

Apesar da recusa inicial em entregar as declarações de rendimentos, António Domingues acabou por enviar o relatório de ganhos um dia após a demissão, exemplo seguido por outros administradores no mesmo dia. 

Resta agora saber se a nomeação de Paulo Macedo e da nova administração será suficiente para sossegar os receios dos portugueses e convencer as agência de rating a não cumprir as ameaças feitas esta semana.

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